SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
Embora raras, as complicações cardiovasculares representam os riscos mais temidos entre as usuárias de pílulas contraceptivas. Destacam-se, entre estas, o tromboembolismo venoso, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral. Assinale alternativa INCORRETA:
Sangramento irregular (spotting) nos primeiros ciclos de COC é comum e NÃO indica interrupção.
O sangramento irregular ou 'spotting' é um efeito adverso comum e esperado nos primeiros meses de uso de contraceptivos orais combinados, geralmente devido à adaptação endometrial. É importante orientar a paciente sobre essa possibilidade e reforçar que não é um motivo para interromper o uso, a menos que seja excessivo ou persistente após os primeiros 3-6 meses.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são amplamente utilizados e oferecem diversos benefícios além da contracepção, como a melhora de distúrbios menstruais e a redução do risco de certas neoplasias ginecológicas. No entanto, é fundamental que o médico conheça suas contraindicações e efeitos adversos para uma prescrição segura e eficaz. As complicações cardiovasculares, embora raras, são as mais graves e devem ser cuidadosamente avaliadas, especialmente em pacientes com fatores de risco. O sangramento irregular, ou 'spotting', é uma queixa comum, especialmente nos primeiros 3 a 6 meses de uso do COC, e geralmente reflete a adaptação endometrial ao novo regime hormonal. É crucial orientar a paciente de que este é um efeito esperado e que não deve levar à interrupção do método, pois a adesão é essencial para a eficácia contraceptiva. A persistência do sangramento após esse período ou sangramentos intensos devem ser investigados. As contraindicações dos COCs são classificadas pela OMS em categorias, sendo as categorias 3 (risco maior que benefício) e 4 (contraindicação absoluta) de extrema importância. Condições como hipertensão não controlada, tabagismo em idade avançada, histórico de trombose e enxaqueca com aura aumentam significativamente o risco de eventos adversos graves e devem ser sempre consideradas na anamnese. O manejo pós-parto também exige atenção, com o início dos COCs geralmente recomendado após seis semanas para não lactantes, devido ao risco trombótico elevado no puerpério imediato.
Os benefícios incluem a redução da incidência de gravidez ectópica, câncer de endométrio e ovário, cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos. Também promovem a regularização do ciclo menstrual, controle da dismenorreia e da anemia ferropriva.
Contraindicações incluem hipertensão arterial de difícil controle, tabagismo em mulheres acima de 35 anos, história pessoal de evento tromboembólico, diabetes com nefropatia, enxaqueca com aura, entre outras condições classificadas como categoria 3 ou 4 pela OMS.
Para mulheres que não amamentam, o contraceptivo hormonal pode ser iniciado seis semanas após o parto, sem a necessidade de aguardar a menstruação, desde que a ausência de gravidez seja confirmada. Antes de seis semanas, o risco de tromboembolismo é maior.
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