FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Mulher de 32 anos de idade, saudável, sem comorbidades, iniciou contraceptivos orais combinados há 3 meses e, nas últimas três visitas, sua pressão arterial consistentemente tem ficado acima de 140 x 90 mmHg. Nesse sentido, o próximo passo é
Contraceptivo oral combinado (COC) pode elevar PA; se PA > 140x90 mmHg, descontinuar COC e considerar método alternativo.
Contraceptivos orais combinados (COCs) contendo estrogênio podem causar ou exacerbar a hipertensão arterial em algumas mulheres. A elevação persistente da pressão arterial acima de 140x90 mmHg, especialmente após o início do COC, é uma contraindicação para seu uso e aumenta o risco cardiovascular. A conduta imediata é descontinuar o COC e orientar um método contraceptivo alternativo seguro.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são amplamente utilizados, mas é crucial que os profissionais de saúde estejam cientes de seus potenciais efeitos adversos, especialmente os cardiovasculares. A hipertensão arterial é um dos efeitos colaterais conhecidos dos COCs, principalmente devido ao componente estrogênico. O estrogênio pode induzir um aumento na síntese hepática de angiotensinogênio, que é um precursor da angiotensina II, um potente vasoconstritor e estimulador da aldosterona, resultando em elevação da pressão arterial e retenção de sódio. A monitorização da pressão arterial é fundamental antes e durante o uso de COCs. Se uma mulher desenvolver hipertensão (pressão arterial consistentemente acima de 140x90 mmHg) após iniciar o uso de COCs, o contraceptivo deve ser considerado a causa até prova em contrário. A manutenção do uso de COCs em pacientes com hipertensão não controlada ou induzida pelo método aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e trombose. Portanto, a conduta mais adequada e segura é descontinuar o contraceptivo oral combinado imediatamente. Após a descontinuação, a pressão arterial deve ser reavaliada. Simultaneamente, deve-se orientar a paciente sobre métodos contraceptivos alternativos que não contenham estrogênio, como métodos de barreira (preservativos), dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal) ou contraceptivos apenas com progestagênio, que são seguros para mulheres com hipertensão.
Os estrogênios presentes nos contraceptivos orais combinados podem aumentar a produção de angiotensinogênio hepático, levando a um aumento na angiotensina II e, consequentemente, à vasoconstrição e retenção de sódio, elevando a pressão arterial.
A conduta imediata é descontinuar o contraceptivo oral combinado, pois ele é um fator de risco para eventos cardiovasculares. Deve-se recomendar um método contraceptivo alternativo que não contenha estrogênio, como métodos de barreira ou contraceptivos apenas com progestagênio.
Manter o contraceptivo oral combinado em uma mulher hipertensa aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e trombose venosa profunda.
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