SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Mulher de 36 anos, G3 P3, tabagista, etilista social, com parceiro fixo há um ano, deseja interromper o uso de DIU de cobre e iniciar contracepção oral combinada. Procura o médico do posto de saúde que, prontamente, contraindicou o método desejado pela paciente. No interrogatório, a paciente ainda referiu ter pedra na vesícula, enxaqueca sem aura e hipertensão moderada que está controlada com medicações e dieta. Qual das alternativas reúne as contraindicações para o caso em questão?
Tabagismo em mulheres ≥ 35 anos é contraindicação absoluta para contraceptivos orais combinados (COC) devido ao risco trombótico.
A combinação de tabagismo e idade acima de 35 anos (neste caso, 36 anos) eleva significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, tornando os contraceptivos orais combinados (COC) contraindicados. Outras condições como hipertensão não controlada ou enxaqueca com aura também seriam contraindicações, mas a associação tabagismo + idade já é suficiente.
A contracepção oral combinada (COC) é um método altamente eficaz e amplamente utilizado, mas possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas para garantir a segurança da paciente. A correta identificação dessas contraindicações é um pilar fundamental da prática médica, especialmente na atenção primária e ginecologia, para prevenir eventos adversos graves. A fisiopatologia das contraindicações dos COCs está frequentemente ligada ao componente estrogênico, que pode aumentar o risco trombótico, agravar doenças cardiovasculares preexistentes e influenciar certas condições neurológicas. A combinação de fatores de risco, como tabagismo e idade avançada (≥ 35 anos), potencializa esses efeitos adversos, elevando o risco de eventos tromboembólicos e cardiovasculares a níveis inaceitáveis. A avaliação da elegibilidade para métodos contraceptivos deve seguir os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificam as condições em categorias de 1 a 4. Uma categoria 4 indica uma condição que representa um risco inaceitável à saúde se o método for usado. Para a paciente em questão, tabagismo e idade ≥ 35 anos para COC se enquadram na categoria 4, exigindo a escolha de um método alternativo seguro.
As contraindicações absolutas incluem tabagismo em mulheres com 35 anos ou mais, história de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, doença cardiovascular isquêmica, acidente vascular cerebral, enxaqueca com aura, hipertensão grave não controlada, diabetes com complicações vasculares, doença hepática grave e câncer de mama atual.
Essa combinação aumenta drasticamente o risco de eventos trombóticos arteriais, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, devido aos efeitos sinérgicos do tabaco e dos estrogênios na coagulação e na saúde vascular.
Para essa paciente, métodos não hormonais como DIU de cobre, preservativos ou métodos de barreira seriam seguros. Métodos hormonais apenas com progesterona (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) também seriam opções, pois não contêm estrogênio.
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