Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
A maioria dos contraceptivos orais contém um estrógeno e uma progesterona, cada um com seus efeitos contraceptivos. O que pode ser referendado como responsabilidade do estradiol é:
Estradiol em contraceptivos orais → inibe FSH (feedback negativo) → impede desenvolvimento folicular e ovulação.
O componente estrogênico (geralmente etinilestradiol ou estradiol) nos contraceptivos orais combinados atua principalmente inibindo a secreção de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) pela hipófise, através de um mecanismo de feedback negativo. Isso impede o desenvolvimento folicular e a seleção do folículo dominante, consequentemente inibindo a ovulação.
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são um método contraceptivo amplamente utilizado, que contém um estrógeno (geralmente etinilestradiol ou estradiol) e uma progesterona (progestina). A eficácia contraceptiva desses medicamentos é resultado da ação sinérgica de ambos os componentes, atuando em diferentes níveis do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. O componente estrogênico é crucial para a inibição do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) através de um mecanismo de feedback negativo na hipófise. A supressão do FSH impede o recrutamento e o desenvolvimento dos folículos ovarianos, o que é fundamental para a prevenção da ovulação. Além disso, o estrógeno contribui para a estabilização do endométrio, reduzindo a incidência de sangramentos irregulares. Por outro lado, o componente progestagênico é responsável por outros mecanismos contraceptivos importantes, como o espessamento do muco cervical, que dificulta a passagem dos espermatozoides, e a indução de atrofia endometrial, tornando o útero inóspito para a implantação. A progesterona também inibe o pico de LH, que é essencial para a ovulação. Compreender esses mecanismos é fundamental para a prática clínica e para a escolha do contraceptivo mais adequado.
O estrógeno, geralmente etinilestradiol, atua principalmente inibindo a secreção de FSH pela hipófise, o que impede o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos e, consequentemente, a ovulação.
A progesterona (ou progestina) tem múltiplos efeitos: espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides; atrofia endometrial, tornando-o desfavorável à implantação; e inibição do pico de LH, prevenindo a ovulação.
Os hormônios exógenos (estrógeno e progesterona) mimetizam os níveis hormonais da fase lútea, sinalizando ao hipotálamo e hipófise para diminuir a liberação de GnRH, FSH e LH, suprimindo assim a função ovariana e a ovulação.
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