Contracepção Hormonal: Tipos de Pílulas e Eficácia

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

A respeito da contracepção hormonal, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) O Índice de Pearl (IP) é o indicador mais utilizado para avaliar a eficácia do método. Entre os métodos disponíveis no Brasil, o Sistema Intrauterino (SIU) de Levonorgestrel apresenta um menor IP em relação ao implante subdérmico.
  2. B) Contraceptivos combinados orais podem ser classificados em monofásicos, quando a dose dos hormônios é idêntica em todas as pílulas da cartela; bi ou trifásicos, quando há variações de dose de estrogênio e progesterona ao longo do ciclo.
  3. C) O implante de progestagênio consiste em um bastão subdérmico único revestido por um polímero de etilenovinil acetato contendo 68mg de gestrinona.
  4. D) O anel vaginal pode ter efeito hepatotóxico, uma vez que o etinilestradiol e o etonorgestrel de sua composição têm o efeito de primeira passagem pelo fígado.

Pérola Clínica

Contraceptivos orais combinados: monofásicos (dose hormonal constante), bi/trifásicos (dose variável ao longo do ciclo).

Resumo-Chave

Os contraceptivos orais combinados podem ser monofásicos (dose hormonal constante em todas as pílulas ativas) ou multifásicos (bi ou trifásicos), onde as doses de estrogênio e/ou progesterona variam para mimetizar o ciclo natural e potencialmente reduzir efeitos colaterais.

Contexto Educacional

A contracepção hormonal oferece diversas opções para o planejamento familiar, com diferentes mecanismos de ação e vias de administração. O Índice de Pearl (IP) é a métrica padrão para avaliar a eficácia de um método, indicando o número de falhas (gestações) por 100 mulheres-ano de uso. Métodos de longa duração reversíveis (LARC), como o Sistema Intrauterino (SIU) de Levonorgestrel e o implante subdérmico, geralmente apresentam os menores IPs, ou seja, a maior eficácia, sendo o implante subdérmico ligeiramente mais eficaz que o SIU de Levonorgestrel. Os contraceptivos orais combinados (COCs) são amplamente utilizados e podem ser classificados de acordo com a variação da dose hormonal ao longo do ciclo. Pílulas monofásicas contêm doses constantes de estrogênio e progesterona em todas as pílulas ativas. Já as pílulas bifásicas ou trifásicas apresentam variações nas doses hormonais, buscando mimetizar o ciclo menstrual natural e, em alguns casos, reduzir efeitos colaterais. O implante subdérmico de progestagênio, como o de etonogestrel, é um bastão único que libera hormônio continuamente. O anel vaginal, que contém etinilestradiol e etonogestrel, libera os hormônios diretamente na circulação sistêmica através da mucosa vaginal, evitando o efeito de primeira passagem hepática. Isso difere dos contraceptivos orais, que são metabolizados no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, o que pode ter implicações para a dosagem e o perfil de efeitos colaterais. A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando a eficácia, segurança, tolerabilidade e preferências da paciente.

Perguntas Frequentes

Como os contraceptivos orais combinados são classificados quanto à dose hormonal?

Eles são classificados como monofásicos, quando a dose de estrogênio e progesterona é constante em todas as pílulas ativas da cartela; ou bi/trifásicos, quando as doses desses hormônios variam em diferentes fases do ciclo para mimetizar a fisiologia natural.

Qual a importância do Índice de Pearl na avaliação da eficácia contraceptiva?

O Índice de Pearl é um indicador da taxa de falha de um método contraceptivo, representando o número de gestações por 100 mulheres-ano de uso. Quanto menor o IP, maior a eficácia do método.

O anel vaginal tem efeito de primeira passagem hepática?

Não, o anel vaginal libera hormônios diretamente na circulação sistêmica através da mucosa vaginal, evitando o efeito de primeira passagem hepática, o que pode resultar em doses hormonais mais baixas e menor impacto hepático em comparação com contraceptivos orais.

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