Contraceptivo Oral e Câncer de Ovário: Mitos e Fatos

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

Raquel, 29 anos, procurou um ginecologista pois queria utilizar um método anticoncepcional. Na anamnese o único item relevante foi que sua tia havia falecido por câncer de ovário. O ginecologista em conjunto com Raquel optou por um contraceptivo oral. Baseado nas informações acima assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A conduta foi errada pois o anticoncepcional é contra indicado em pacientes que tem história de câncer de ovário.
  2. B) A conduta foi correta pois não há influência do anticoncepcional oral e câncer de ovário.
  3. C) A conduta foi correta pois o uso de contraceptivo oral causa redução no risco de câncer endometrial e ovariano além de servir de proteção para mulheres com câncer ovariano hereditário conhecido.
  4. D) A conduta foi errada pois o uso contraceptivo oral aumenta o risco de câncer endometrial e ovariano principalmente nas mulheres com câncer ovariano hereditário conhecido. 

Pérola Clínica

ACOs ↓ risco de câncer de ovário e endométrio, mesmo em mulheres com história familiar de câncer ginecológico.

Resumo-Chave

Contraceptivos orais combinados (ACOs) são protetores contra câncer de ovário e endométrio, um benefício importante que deve ser considerado na escolha do método anticoncepcional, especialmente em pacientes com história familiar de câncer ginecológico.

Contexto Educacional

Os contraceptivos orais combinados (ACOs) são amplamente utilizados para controle de natalidade, mas seus benefícios se estendem à saúde ginecológica. Uma das preocupações comuns é a relação entre ACOs e o risco de câncer, especialmente em pacientes com história familiar. É crucial para residentes compreenderem o perfil de risco-benefício desses medicamentos. Estudos epidemiológicos robustos demonstram que o uso de ACOs está associado a uma redução significativa no risco de câncer de ovário e câncer endometrial. Esse efeito protetor é particularmente relevante para mulheres com maior risco genético, como aquelas com mutações BRCA1/2, onde os ACOs podem ser considerados uma medida de quimioprevenção. A decisão de prescrever ACOs deve sempre considerar o perfil individual da paciente, incluindo histórico familiar e fatores de risco pessoais. A conduta correta, como na questão, é informar a paciente sobre os benefícios protetores dos ACOs contra câncer de ovário e endométrio, desmistificando a ideia de que a história familiar de câncer de ovário seria uma contraindicação.

Perguntas Frequentes

Qual o impacto dos contraceptivos orais no risco de câncer de ovário?

Os contraceptivos orais combinados (ACOs) demonstraram reduzir significativamente o risco de câncer de ovário, um efeito protetor que persiste por anos após a interrupção do uso, sendo mais pronunciado com o tempo de uso.

Contraceptivos orais são contraindicados em mulheres com história familiar de câncer de ovário?

Não, pelo contrário. Em mulheres com história familiar de câncer de ovário, incluindo aquelas com mutações BRCA, os ACOs podem ser uma estratégia protetora, diminuindo o risco da doença e sendo uma opção segura para anticoncepção.

Além do câncer de ovário, quais outros cânceres são influenciados pelos ACOs?

Os ACOs também reduzem o risco de câncer endometrial. No entanto, podem haver pequenas associações com um leve aumento no risco de câncer de mama e cervical, embora o balanço geral de benefícios e riscos seja favorável para a maioria das mulheres.

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