PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Os contraceptivos hormonais constituem uma das maiores conquistas do estudo das ciências médicas modernas, pois possibilitaram às mulheres uma mudança de vida social no que se refere à prevenção da gravidez. Esses contraceptivos são compostos esteroides sexuais femininos à base de progestágeno isolado ou estrogênios e progestágenos sintéticos combinados, amplamente utilizados com a finalidade de prevenir a gravidez. Quanto à sua utilização, assinale a alternativa CORRETA.
Pílulas monofásicas combinadas = etinilestradiol + progestágeno em dosagem constante, inibindo a ovulação.
Os contraceptivos hormonais orais combinados monofásicos são os mais comuns, contendo estrogênio (etinilestradiol) e progestágeno em doses fixas por ciclo. Seu principal mecanismo de ação é a inibição da ovulação pela supressão do pico de LH e FSH, além de espessamento do muco cervical e atrofia endometrial.
Os contraceptivos hormonais orais combinados (ACOs) representam um marco na saúde feminina, oferecendo alta eficácia na prevenção da gravidez. São compostos por um estrogênio (geralmente etinilestradiol) e um progestágeno sintético, que atuam sinergicamente para inibir a ovulação, espessar o muco cervical e tornar o endométrio desfavorável à implantação. A compreensão de seus mecanismos é fundamental para a prática clínica. As pílulas monofásicas, onde a dosagem de estrogênio e progestágeno é constante ao longo do ciclo, são as mais prescritas. Além da contracepção, os ACOs oferecem diversos benefícios não contraceptivos, como a melhora da dismenorreia, redução do sangramento menstrual e diminuição do risco de câncer de ovário e endométrio. No entanto, é crucial estar atento às contraindicações, como histórico de eventos tromboembólicos, hipertensão grave e diabetes com complicações vasculares, para garantir a segurança da paciente. A interação medicamentosa é um ponto de atenção, especialmente com drogas anticonvulsivantes que podem induzir enzimas hepáticas, reduzindo a eficácia dos ACOs. A escolha do contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente e suas comorbidades. Residentes devem dominar as indicações, contraindicações e manejo dos efeitos adversos para uma prescrição segura e eficaz.
Os principais mecanismos incluem a inibição da ovulação pela supressão do pico de LH e FSH, o espessamento do muco cervical dificultando a passagem dos espermatozoides e a atrofia endometrial que impede a implantação.
Além da prevenção da gravidez, os benefícios incluem melhora da dismenorreia, redução do sangramento menstrual, diminuição do risco de câncer de ovário e endométrio, e tratamento de acne e hirsutismo.
As contraindicações incluem história de tromboembolismo venoso ou arterial, hipertensão arterial grave não controlada, diabetes com lesão vascular, doença hepática grave, câncer de mama e tabagismo em mulheres acima de 35 anos.
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