HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Heloísa de 20 anos de idade deseja interromper o uso de contraceptivo hormonal oral combinado por ter lido, em rede social, que há aumento do risco de trombose com este tipo de contracepção. Qual das alternativas abaixo traz informação adequada sobre essa associação, em indivíduos sem antecedentes mórbidos pessoais relevantes?
Risco de trombose com CHOC é real, mas inferior ao risco de trombose durante a gravidez.
O uso de contraceptivos hormonais orais combinados aumenta o risco de tromboembolismo venoso, mas esse risco é significativamente menor do que o risco associado à gravidez. O rastreamento para trombofilias hereditárias não é rotineiramente indicado antes do início do CHOC em pacientes sem antecedentes.
Os contraceptivos hormonais orais combinados (CHOC) são amplamente utilizados, mas geram preocupações sobre o risco de trombose. É crucial que profissionais de saúde e pacientes compreendam esse risco para uma decisão informada. O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), é a principal preocupação, sendo um evento raro, mas potencialmente grave. A fisiopatologia envolve o aumento dos fatores de coagulação e a diminuição dos anticoagulantes naturais induzidos pelos estrogênios. Embora o risco de TEV aumente com o CHOC, ele é inferior ao risco de TEV durante a gravidez e o puerpério. O rastreamento para trombofilias hereditárias, como a mutação do fator V de Leiden, não é indicado rotineiramente antes do início do CHOC em mulheres sem fatores de risco adicionais ou história familiar relevante. A avaliação individualizada dos fatores de risco (idade, tabagismo, obesidade, história familiar de TEV) é fundamental antes de prescrever CHOC. A educação da paciente sobre os sinais e sintomas de TEV é essencial. Em casos de alto risco, métodos contraceptivos alternativos devem ser considerados, e a escolha do CHOC deve priorizar formulações com menor risco trombogênico.
O uso de contraceptivos hormonais orais combinados aumenta o risco de tromboembolismo venoso em comparação com não usuárias, mas esse risco absoluto ainda é baixo e varia conforme o tipo de progestágeno.
O risco de trombose durante a gravidez e no puerpério é significativamente maior do que o risco associado ao uso de contraceptivos hormonais orais combinados, sendo a gravidez um estado de hipercoagulabilidade fisiológica.
O rastreamento rotineiro para trombofilias hereditárias não é recomendado antes do início de contraceptivos hormonais em mulheres sem história pessoal ou familiar de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
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