CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Mulher de 30 anos gesta II para, procura uma unidade básica de saúde, um ano após último parto. Parou de amamentar há 3 meses, quando teve sua primeira menstruação, seguida de ciclos com fluxo maior do que apresentava anteriormente. Está pensando em usar pílula. Uma tia materna morreu de câncer ginecológico e sua mãe operou dois nódulos benignos na mama. Para melhor orientar esta paciente, o médico deverá considerar que o contraceptivo hormonal oral combinado reduz o risco das doenças abaixo descritas, EXCETO:
Contraceptivo oral combinado ↓ risco de câncer de ovário/endométrio e doenças benignas da mama, mas NÃO ↓ risco de câncer de colo uterino.
Contraceptivos hormonais orais combinados (CHOC) oferecem proteção contra câncer de ovário e endométrio e reduzem doenças benignas da mama. No entanto, eles não protegem contra o câncer de colo uterino, cujo principal fator de risco é a infecção por HPV.
Os contraceptivos hormonais orais combinados (CHOCs) são amplamente utilizados para controle de natalidade, mas também possuem efeitos não contraceptivos importantes, incluindo a modulação do risco de certas neoplasias. É fundamental que médicos e residentes compreendam esses efeitos para uma orientação adequada das pacientes, especialmente aquelas com histórico familiar de câncer. Os CHOCs são conhecidos por reduzir o risco de câncer de ovário e câncer de endométrio. Essa proteção é dose-dependente e pode persistir por anos após a interrupção do uso. Além disso, eles diminuem a incidência de doenças benignas da mama e podem regular ciclos menstruais, reduzindo hemorragias genitais e dismenorreia. No entanto, é crucial ressaltar que os CHOCs não protegem contra o câncer de colo uterino. O principal fator de risco para essa neoplasia é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). Embora alguns estudos sugiram um pequeno aumento do risco de câncer de colo uterino com o uso prolongado de CHOCs, isso é frequentemente atribuído a fatores comportamentais (como menor uso de preservativos e maior exposição ao HPV) e não a um efeito carcinogênico direto. A prevenção do câncer de colo uterino baseia-se na vacinação contra HPV e no rastreamento citopatológico regular (Papanicolau).
Os contraceptivos orais combinados reduzem significativamente o risco de câncer de ovário e câncer de endométrio, oferecendo uma proteção duradoura mesmo após a interrupção do uso.
O uso de contraceptivos orais combinados não protege contra o câncer de colo uterino. Pelo contrário, estudos sugerem um pequeno aumento do risco com o uso prolongado, provavelmente devido a fatores comportamentais e maior exposição ao HPV.
Sim, os contraceptivos orais combinados podem reduzir a incidência de doenças benignas da mama, como a doença fibrocística e os fibroadenomas, devido à supressão hormonal.
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