PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
M.L.S. tem 37 anos, é nuligesta e não pretende engravidar. Faz uso há alguns anos de contraceptivo hormonal oral cuja composição é etinilestradiol 35 mcg + acetato de ciproterona 2 mg. Ela procura consulta em UBS porque soube que sua avó paterna, que tem 82 anos, descobriu recentemente estar com câncer de mama e a maior preocupação da ML.L.S. é se pode ou não pode continuar a usar o contraceptivo. Assinale a resposta CORRETA entre as abaixo relacionadas:
Risco de câncer de mama por CHC ↑ com parente 1º grau < 50 anos; avó paterna > 80 anos não configura risco alto para contraindicar.
O risco de câncer de mama associado ao uso de contraceptivos hormonais combinados é pequeno e principalmente relevante em mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticados em idade jovem (<50 anos). A avó paterna, em idade avançada, não configura um risco que contraindique o uso do contraceptivo.
A relação entre o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHCs) e o risco de câncer de mama é um tema de constante debate e preocupação, especialmente para mulheres com histórico familiar da doença. Estudos mostram um pequeno aumento no risco de câncer de mama em usuárias atuais ou recentes de CHCs, mas esse risco diminui após a interrupção do uso. É crucial contextualizar esse risco dentro do perfil individual da paciente. Para a avaliação do risco, o histórico familiar de câncer de mama é mais significativo quando envolve parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) e quando o diagnóstico ocorreu em idade jovem (pré-menopausa, geralmente <50 anos), sugerindo uma possível predisposição genética. Parentes de segundo grau, como avós, especialmente se o diagnóstico ocorreu em idade avançada, conferem um risco menor e geralmente não contraindicam o uso de CHCs. No caso da paciente, a avó paterna com câncer de mama aos 82 anos não configura um risco elevado que justifique a interrupção do contraceptivo. A decisão sobre a continuidade do CHC deve sempre ponderar os riscos e benefícios individuais, considerando a eficácia contraceptiva, o controle de sintomas e os fatores de risco pessoais para câncer de mama. A paciente deve ser orientada sobre a importância do rastreamento mamográfico regular.
O impacto é maior quando há histórico de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha), especialmente se diagnosticado em idade jovem (<50 anos). Nesses casos, o risco pode ser ligeiramente aumentado, e a decisão deve ser individualizada.
A idade avançada no diagnóstico (82 anos) sugere um câncer esporádico ou de baixo risco genético, e a avó paterna não é considerada parente de primeiro grau biológico direto para a avaliação de risco hereditário primário, diminuindo a relevância para a paciente.
Os principais fatores incluem idade avançada, histórico familiar de câncer de mama (especialmente em parentes de 1º grau jovens), mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), obesidade, consumo de álcool, exposição prolongada a estrogênio endógeno e terapia hormonal pós-menopausa.
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