FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente de 28 anos, G1P1A0C0, vai a consulta para contracepção, refere ser tabagista (12 cigarros por dia), fez cirurgia de varizes em perna esquerda há 6 meses, que complicou com TVP. Diante desse caso, a MELHOR forma de contracepção sem risco de tromboembolismo para essa paciente seria:
História de TVP + tabagismo → contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados; DIU de cobre é a melhor opção.
Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) e tabagismo apresentam alto risco de tromboembolismo, sendo contraindicado o uso de contraceptivos hormonais combinados. O DIU de cobre é um método não hormonal seguro e eficaz nessa situação.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente e seus fatores de risco. Em mulheres com histórico de trombose venosa profunda (TVP) e tabagismo, a avaliação do risco tromboembólico é primordial, pois esses fatores aumentam exponencialmente a probabilidade de novos eventos. A fisiopatologia do risco tromboembólico associado aos contraceptivos hormonais combinados reside no componente estrogênico, que induz alterações na cascata de coagulação, aumentando a produção de fatores protrombóticos e diminuindo a de anticoagulantes naturais. O tabagismo, por sua vez, também é um fator de risco independente para trombose e potencializa os efeitos do estrogênio. Nesse cenário, os contraceptivos hormonais combinados (pílulas, injetáveis mensais, anel vaginal, adesivo) são absolutamente contraindicados. Métodos que contêm apenas progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) podem ser considerados com cautela, mas a opção mais segura e sem risco de tromboembolismo é o DIU de cobre. Este é um método não hormonal, de longa duração e alta eficácia, ideal para pacientes com contraindicações aos hormônios.
Os principais fatores incluem idade avançada, obesidade, tabagismo, histórico pessoal ou familiar de TVP/TEP, trombofilias e o uso de contraceptivos hormonais combinados (devido ao estrogênio).
O componente estrogênico dos contraceptivos combinados aumenta a síntese de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais, elevando o risco de trombose, o que é inaceitável em pacientes com histórico de TVP.
Outras opções incluem métodos de barreira (preservativos, diafragma), métodos comportamentais (tabelinha, método da temperatura basal) e a laqueadura tubária para quem não deseja mais gestar.
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