Contracepção Segura Pós-TVP: Escolha do Método Ideal

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 18 anos, nuligesta, procura atendimento médico para iniciar uso de método contraceptivo. Sexualmente ativa há 1 ano, faz uso apenas de coito interrompido. Apresentou quadro de trombose venosa profunda há menos de 3 meses sem causa aparente. Não faz uso de medicamentos, exceto o anticoagulante. Sem outras queixas ou dados significativos na anamnese. Exame das mamas e ginecológico normais. Qual dos seguintes métodos deve-se indicar para a paciente?

Alternativas

  1. A) adesivo transdérmico.
  2. B) contraceptivo oral combinado.
  3. C) anel vaginal.
  4. D) dispositivo intrauterino de cobre.
  5. E) injetável mensal.

Pérola Clínica

TVP prévia (especialmente recente/idiopática) contraindica contraceptivos hormonais combinados; DIU de cobre é seguro e eficaz.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP), especialmente se recente (<3 meses) e sem causa aparente, possuem alto risco de eventos trombóticos. Contraceptivos hormonais combinados (adesivo, anel vaginal, pílula oral combinada, injetável mensal) são contraindicados devido ao aumento do risco trombótico. O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é um método não hormonal, seguro e altamente eficaz para essas pacientes, incluindo nuligestas.

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo para mulheres com histórico de trombose venosa profunda (TVP) é uma decisão clínica de grande importância, exigindo uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. A presença de um evento trombótico prévio, especialmente se recente (<3 meses) e sem causa aparente (idiopática), confere à paciente um risco aumentado de recorrência. Neste cenário, a segurança do método contraceptivo em relação ao risco trombótico é a principal consideração. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio (como pílulas orais combinadas, adesivos transdérmicos, anéis vaginais e injetáveis mensais), são formalmente contraindicados para mulheres com histórico de TVP. O estrogênio é conhecido por aumentar a coagulabilidade sanguínea, elevando significativamente o risco de eventos tromboembólicos. Portanto, essas opções devem ser categoricamente evitadas. Para pacientes com TVP prévia, os métodos contraceptivos não hormonais ou aqueles que contêm apenas progestagênio são as escolhas mais seguras. O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é uma excelente opção, pois é altamente eficaz, de longa duração e não interfere na coagulação. Outras alternativas incluem métodos de barreira (preservativos) e, em alguns casos, métodos que contêm apenas progestagênio (DIU hormonal de levonorgestrel, implante subdérmico ou pílulas de progestagênio isolado), que apresentam um perfil de segurança trombótica mais favorável que os combinados. A decisão deve ser individualizada, considerando a preferência da paciente, a eficácia e os riscos associados.

Perguntas Frequentes

Quais métodos contraceptivos são contraindicados para pacientes com histórico de TVP?

Todos os métodos contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio (pílulas combinadas, adesivo transdérmico, anel vaginal, injetáveis mensais), são contraindicados devido ao aumento do risco de trombose.

Por que o DIU de cobre é uma boa opção para pacientes com TVP?

O DIU de cobre é um método contraceptivo não hormonal, o que significa que não aumenta o risco de trombose, tornando-o uma opção segura e altamente eficaz para pacientes com histórico de TVP.

Quais outras opções contraceptivas hormonais podem ser consideradas em pacientes com TVP?

Métodos que contêm apenas progestagênio, como o DIU hormonal (levonorgestrel), implante subdérmico ou pílulas de progestagênio isolado, podem ser considerados, pois não aumentam significativamente o risco trombótico. No entanto, o DIU de cobre é a opção não hormonal mais segura.

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