UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Paciente de 31 anos, nuligesta, noiva, procura o ambulatório de planejamento familiar para orientação sobre uso de métodos contraceptivos. Relata que realizou consulta com dermatologista e está planejando tratamento de acne com medicação potencialmente teratogênica e este especialista recomendou o uso de método contraceptivo eficaz. Atualmente, está em uso de “tabelinha” como método contraceptivo, pois teve episódio de trombose venosa profunda aos 20 anos de idade e foi proibida de usar pílulas. Ao consultar os critérios de elegibilidade para o uso de métodos contraceptivos com as características desta paciente, encontramos os seguintes resultados:• Categoria 1 = métodos de barreira (preservativo, diafragma, espermicida). • Categoria 2 = DIU liberador de levonorgestrel, DIU de cobre, implante de progesterona, injeção de medroxiprogesterona, pílula oral de progesterona. • Categoria 3 = nenhum método. • Categoria 4 = contraceptivo injetável combinado, contraceptivo oral combinado, anel vaginal contraceptivo combinado, adesivo contraceptivo combinado.Assinale a alternativa correta quanto ao uso de métodos contraceptivos, para essa paciente:
Pacientes com TVP prévia têm contraindicação absoluta a estrogênios; métodos somente progestagênicos ou DIU são seguros (Categoria 2 OMS).
O histórico de trombose venosa profunda (TVP) é uma contraindicação absoluta para métodos contraceptivos que contenham estrogênio (Categoria 4 da OMS). Métodos que contêm apenas progestagênio (pílulas, injetáveis, implantes) ou métodos não hormonais (DIU de cobre) são seguros (Categoria 2 da OMS).
O planejamento familiar para pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) exige uma avaliação cuidadosa dos métodos contraceptivos, priorizando a segurança e a eficácia. A presença de TVP prévia eleva o risco de novos eventos trombóticos, tornando crucial a escolha de métodos que não agravem essa condição. Os critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) são ferramentas essenciais para guiar essa decisão. A fisiopatologia da trombose associada a contraceptivos hormonais combinados está ligada ao componente estrogênico, que aumenta a produção de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais. Por isso, métodos que contêm estrogênio são Categoria 4 (contraindicação absoluta) para pacientes com histórico de TVP. O manejo contraceptivo para essas pacientes deve focar em métodos que não contenham estrogênio. As opções da Categoria 2 da OMS, como o DIU de cobre, o DIU liberador de levonorgestrel, o implante de progesterona, a injeção de medroxiprogesterona e as pílulas de progesterona isolada, são consideradas seguras e altamente eficazes. É importante discutir todas as opções com a paciente, considerando suas preferências e adesão.
Todos os métodos contraceptivos combinados que contêm estrogênio, como pílulas combinadas, anel vaginal e adesivo, são contraindicados devido ao aumento do risco de trombose.
As opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio (pílulas, injetáveis, implantes) e métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, diafragma), classificados como Categoria 2 pela OMS.
Os progestagênios isolados não aumentam significativamente o risco de trombose venosa, ao contrário dos estrogênios, tornando-os uma alternativa segura e eficaz para essas pacientes.
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