HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Gabriela, uma mulher saudável de 23 anos, agendou uma consulta na Unidade de Saúde para discutir opções de contracepção. Ela não tem filhos e está atualmente em um relacionamento estável. Sua menstruação é regular, com um ciclo de aproximadamente 28 dias. No entanto, ela possui histórico prévio de Trombose Venosa Profunda (TVP) . Considerando o histórico de TVP de Gabriela, qual destes métodos oferece maior segurança a ela?
Histórico de TVP contraindica contraceptivos com estrogênio; DIU de cobre é a opção mais segura por ser não hormonal.
Pacientes com histórico de Trombose Venosa Profunda (TVP) possuem um risco aumentado de eventos trombóticos. Contraceptivos que contêm estrogênio, como o anel vaginal, contraceptivos combinados (incluindo os de terceira geração) e adesivos transdérmicos, são contraindicados devido ao aumento do risco trombogênico. O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é uma excelente opção por ser um método não hormonal.
A escolha do método contraceptivo é uma decisão complexa que deve considerar o perfil de saúde da paciente, incluindo seu histórico médico. Para mulheres com histórico de Trombose Venosa Profunda (TVP), a seleção é ainda mais crítica devido ao risco aumentado de eventos trombóticos recorrentes. A compreensão das contraindicações é essencial para garantir a segurança e eficácia da contracepção. Contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestágeno, são contraindicados em pacientes com histórico de TVP. Isso inclui pílulas combinadas (mesmo as de terceira geração com desogestrel), anéis vaginais e adesivos transdérmicos, pois o estrogênio aumenta significativamente o risco trombogênico. O mecanismo envolve a alteração dos fatores de coagulação e fibrinólise. Para pacientes com histórico de TVP, os métodos contraceptivos mais seguros são os não hormonais, como o Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre. Métodos que contêm apenas progestágeno, como o implante subdérmico de etonogestrel, a injeção de acetato de medroxiprogesterona ou o DIU hormonal de levonorgestrel, podem ser opções, mas requerem uma avaliação individualizada do risco-benefício, pois o progestágeno, embora em menor grau que o estrogênio, também pode ter algum impacto no sistema de coagulação em certas condições.
O estrogênio aumenta a síntese de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais, elevando o risco de eventos trombóticos. Isso é especialmente perigoso em pacientes com histórico prévio de TVP, que já possuem predisposição à trombose.
Métodos não hormonais, como o DIU de cobre, são as opções mais seguras. Métodos que contêm apenas progestágeno (como implante, injeção trimestral ou DIU hormonal) podem ser considerados, mas com avaliação individualizada do risco-benefício, pois o risco trombótico é significativamente menor que com estrogênio.
O DIU hormonal libera levonorgestrel localmente, com baixa absorção sistêmica de progestágeno. Embora geralmente considerado mais seguro que os combinados, a decisão deve ser individualizada, pesando os riscos e benefícios com o histórico específico da paciente e a gravidade da TVP prévia.
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