UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
A.V.B., 27 anos, solteira, com antecedente de uso de anticoagulante oral por ter apresentado trombose venosa profunda há 4 semanas. Por apresentar mutação do Fator V Leiden, deseja eleger um método anticoncepcional mais indicado para seu caso. De acordo com os atuais critérios de elegibilidade dos contraceptivos, qual alternativa apresenta o melhor método anticoncepcional para essa paciente?
Fator V Leiden + TVP prévia → DIU de cobre é o método contraceptivo mais seguro devido ao risco trombótico.
Pacientes com trombofilia (como mutação do Fator V Leiden) e histórico de trombose venosa profunda têm alto risco de eventos tromboembólicos. Contraceptivos hormonais combinados são contraindicados. O DIU de cobre é a melhor escolha por ser um método não hormonal e de alta eficácia, minimizando o risco trombótico.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com trombofilia, como a mutação do Fator V Leiden e histórico de trombose venosa profunda (TVP), é um tópico crítico na ginecologia. A presença de fatores de risco para trombose aumenta exponencialmente o risco de eventos tromboembólicos com o uso de contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio. O estrogênio aumenta a produção de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais, favorecendo a trombose. Nesses casos, a prioridade é selecionar um método que não interfira na coagulação. O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é a opção mais segura e eficaz, pois é um método não hormonal. Ele age localmente no útero, induzindo uma reação inflamatória que impede a fertilização e a implantação, sem efeitos sistêmicos na coagulação. Outras opções, como métodos de barreira, também são seguras, mas com menor eficácia. É fundamental que residentes compreendam os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS para Contraceptivos, que classificam as condições médicas em relação à segurança do uso de diferentes métodos. Para trombofilias e histórico de TVP, os contraceptivos hormonais combinados são Categoria 4 (contraindicação absoluta), enquanto o DIU de cobre é Categoria 1 (sem restrições). O aconselhamento adequado e a escolha do método correto são cruciais para a segurança e bem-estar da paciente.
Todos os contraceptivos hormonais combinados (pílulas, adesivo, anel vaginal, injetáveis mensais) são contraindicados devido ao aumento significativo do risco de eventos tromboembólicos em pacientes com trombofilia, como a mutação do Fator V Leiden.
O DIU de cobre é o método mais indicado porque é totalmente não hormonal. Ele atua por meio de uma reação inflamatória local no útero, não interferindo na cascata de coagulação sistêmica e, portanto, não aumentando o risco de trombose.
A OMS classifica o uso de contraceptivos hormonais combinados como Categoria 4 (contraindicação absoluta) para mulheres com trombofilia ou histórico de TVP/TEP. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre, são Categoria 1 (sem restrições).
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