UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Mulher de 28 anos, G2P2C2, divorciada, com história de tromboembolismo venoso há 2 anos. Apresenta obesidade moderada. Refere aumento de fluxo menstrual há vários anos, que piorou com o uso do anticoagulante oral. Não deseja contracepção intrauterina. Qual o método contraceptivo de escolha para esta situação clínica?
TEV prévio contraindica estrogênio. Implante de etonogestrel é seguro e reduz fluxo menstrual.
Pacientes com histórico de tromboembolismo venoso (TEV) têm contraindicação absoluta ao uso de estrogênios. O implante subdérmico de etonogestrel, um método apenas de progestagênio, é uma opção segura e eficaz, que ainda auxilia na redução do fluxo menstrual, sendo ideal para esta paciente.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com histórico de tromboembolismo venoso (TEV) é um desafio clínico importante, exigindo conhecimento das contraindicações e opções seguras. O estrogênio, presente nos anticoncepcionais hormonais combinados (AHCs), aumenta o risco trombótico e é absolutamente contraindicado nessas pacientes, conforme os critérios de elegibilidade da OMS. A obesidade, por si só, já é um fator de risco para TEV, o que reforça a necessidade de cautela. Para mulheres com TEV prévio, os métodos contraceptivos de escolha são aqueles que contêm apenas progestagênio ou os métodos não hormonais. O implante subdérmico de etonogestrel é uma excelente opção, pois é altamente eficaz, de longa duração e não aumenta o risco de TEV. Além disso, o progestagênio causa atrofia endometrial, resultando em redução do fluxo menstrual e, muitas vezes, amenorreia, o que é um benefício adicional para pacientes com menorragia, especialmente aquelas em uso de anticoagulantes. Outras opções seguras incluem o DIU hormonal (liberador de levonorgestrel), pílulas de progestagênio isolado (minipílulas) e o acetato de medroxiprogesterona de depósito. A laqueadura tubária é uma opção permanente e segura para quem não deseja mais gestações. É crucial que o residente saiba avaliar os riscos e benefícios de cada método, oferecendo a melhor opção individualizada para a paciente, garantindo segurança e eficácia contraceptiva.
Anticoncepcionais combinados contêm estrogênio, que aumenta a síntese de fatores de coagulação e a resistência à proteína C ativada, elevando significativamente o risco de eventos tromboembólicos. Em pacientes com TEV prévio, esse risco é inaceitavelmente alto, tornando-os contraindicados.
As opções seguras são os métodos que contêm apenas progestagênio, como o implante subdérmico de etonogestrel, o DIU hormonal (levonorgestrel), as pílulas de progestagênio isolado e o acetato de medroxiprogesterona de depósito. Métodos de barreira e a laqueadura tubária também são seguros.
O implante de etonogestrel libera progestagênio continuamente, que atrofia o endométrio, resultando em redução significativa do fluxo menstrual e, frequentemente, amenorreia. Isso é particularmente benéfico para pacientes com menorragia, especialmente aquelas em uso de anticoagulantes.
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