SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Paciente com 36 anos de idade, com história de tromboembolismo pulmonar aos 30 anos, sem outras comorbidades. Atualmente sem medicações de uso continuo, chegou na consulta para orientação sobre métodos contraceptivos. Assinale a opção que representa apenas métodos permitidos, os quais não tem contra-indicação para a história clínica da paciente:
História de TEP → contraindicação absoluta para contraceptivos combinados (estrogênio). Escolher métodos apenas com progestogênio.
Pacientes com história de tromboembolismo pulmonar (TEP) têm contraindicação absoluta para o uso de métodos contraceptivos que contenham estrogênio (métodos combinados), devido ao risco aumentado de eventos trombóticos. Nesses casos, devem ser priorizados os métodos contraceptivos que contêm apenas progestogênio, que não aumentam o risco trombótico.
A escolha do método contraceptivo é uma decisão complexa que deve considerar o histórico médico completo da paciente, incluindo comorbidades e riscos. Para mulheres com histórico de tromboembolismo pulmonar (TEP), a contracepção hormonal combinada (que contém estrogênio) é absolutamente contraindicada devido ao aumento substancial do risco de recorrência de eventos trombóticos. Este é um ponto crítico para a segurança da paciente e um conhecimento indispensável para residentes em ginecologia e clínica médica. Os Critérios de Elegibilidade Médica para Contracepção da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificam as condições médicas em quatro categorias de risco para cada método contraceptivo. A história de TEP é classificada como Categoria 4 para métodos combinados, indicando uma condição que representa um risco inaceitável à saúde se o método for utilizado. A fisiopatologia envolve o efeito protrombótico do estrogênio, que altera o equilíbrio entre fatores pró-coagulantes e anticoagulantes. Para essas pacientes, os métodos contraceptivos que contêm apenas progestogênio são as opções de escolha. Estes incluem a pílula de progestogênio puro (minipílula), o contraceptivo injetável trimestral (depot medroxiprogesterona), o implante subcutâneo de etonogestrel e o sistema intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel. Esses métodos não aumentam o risco de trombose e oferecem alta eficácia contraceptiva. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com essas opções e saibam orientar as pacientes de forma segura e eficaz, garantindo a prevenção de gravidez indesejada sem comprometer a saúde cardiovascular.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que aumenta a síntese de fatores de coagulação e a resistência à proteína C ativada, elevando significativamente o risco de eventos tromboembólicos. Em pacientes com histórico de TEP, esse risco é inaceitavelmente alto.
Os métodos de progestogênio puro considerados seguros incluem a pílula oral de progestogênio (minipílula), o contraceptivo injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), o implante subcutâneo liberador de progestogênio (etonogestrel) e o sistema intrauterino (SIU) de levonorgestrel.
Sim, o SIU de levonorgestrel é uma opção segura. Embora libere um progestogênio, sua ação é predominantemente local no útero, com absorção sistêmica mínima, e não está associado a um aumento do risco de tromboembolismo venoso em pacientes com histórico de TEP.
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