UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Casal procura o ambulatório de ginecologia para orientação sobre contracepção. A mulher tem 36 anos de idade, G2P1A1, sem comorbidades, exceto pelo fato de ser tabagista e usuária de 20 cigarros por dia. Assinale a alternativa que indique o método adequado para o caso.
Mulher > 35 anos e tabagista → contraindicação absoluta para contraceptivos combinados. Optar por métodos apenas com progesterona ou não hormonais.
Contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anel, injetável mensal) são contraindicados em mulheres tabagistas com mais de 35 anos devido ao risco aumentado de eventos cardiovasculares (trombose, AVC, IAM). Nesses casos, métodos que contêm apenas progesterona, como o injetável trimestral, são opções seguras e eficazes.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente, suas comorbidades e fatores de risco. Para mulheres tabagistas, especialmente aquelas com mais de 35 anos, a presença do tabagismo representa um fator de risco cardiovascular significativo que contraindica o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio e progesterona). Essa contraindicação é classificada como Categoria 4 pelos Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos da OMS, indicando uma condição que representa um risco inaceitável à saúde se o método for utilizado. O estrogênio presente nos contraceptivos combinados aumenta a coagulabilidade sanguínea, e o tabagismo agrava esse efeito, elevando substancialmente o risco de eventos tromboembólicos, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Portanto, métodos que contêm apenas progesterona, como o contraceptivo injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), implantes subdérmicos ou DIU hormonal, são opções seguras e eficazes para essas pacientes. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre ou métodos de barreira, também são alternativas viáveis. É fundamental que o profissional de saúde realize uma anamnese detalhada, incluindo histórico de tabagismo e idade, para orientar a paciente sobre os riscos e benefícios de cada método. A educação da paciente sobre os riscos associados ao tabagismo e a importância de cessar o hábito também é parte integrante do aconselhamento contraceptivo.
A combinação de estrogênio e tabagismo, especialmente após os 35 anos, aumenta drasticamente o risco de eventos tromboembólicos, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, tornando o uso perigoso.
Métodos que contêm apenas progesterona (injetável trimestral, implante, DIU hormonal) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, laqueadura) são considerados seguros e preferíveis.
O risco cardiovascular associado ao tabagismo e ao estrogênio aumenta exponencialmente com a idade, tornando a contraindicação mais rigorosa para mulheres acima de 35 anos devido ao maior risco de complicações graves.
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