INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Mulher de 36 anos de idade, G3P3A0 (3 partos vaginais), compareceu a consulta no centro de saúde, para renovar receita de anticoncepcional injetável mensal. Faz uso do método contraceptivo há 5 anos, com boa adaptação, e não deseja nova gestação. É tabagista, fuma 20 cigarros por dia, e é etilista social. Tem parceiro único há 10 anos. Nega uso de preservativo nas relações sexuais.Diante das informações, qual é a orientação de método anticoncepcional mais adequado para essa paciente?
Tabagismo >35 anos é contraindicação absoluta para anticoncepcionais combinados → DIU de cobre é opção segura.
Mulheres tabagistas com mais de 35 anos têm risco cardiovascular aumentado com anticoncepcionais hormonais combinados (orais, injetáveis mensais, anel vaginal). O DIU de cobre é uma excelente alternativa, eficaz e sem hormônios, sendo seguro para essa população de risco.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente e seus fatores de risco. O tabagismo, especialmente em mulheres com mais de 35 anos, é um fator de risco cardiovascular significativo que interage negativamente com os componentes estrogênicos dos anticoncepcionais hormonais combinados. Essa combinação aumenta drasticamente o risco de trombose, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Neste cenário, métodos contraceptivos que contêm estrogênio, como pílulas combinadas, injetáveis mensais e anel vaginal, são contraindicados. O DIU de cobre surge como uma excelente alternativa, pois é um método de longa duração, altamente eficaz e livre de hormônios, eliminando o risco cardiovascular associado ao estrogênio. Outras opções hormonais seguras seriam os métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal), que não apresentam o mesmo risco trombótico. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atentos às diretrizes de elegibilidade para métodos contraceptivos (critérios de elegibilidade médica da OMS) para garantir a segurança e a eficácia da anticoncepção. A orientação adequada sobre os riscos e benefícios de cada método é essencial para o planejamento familiar e a saúde da mulher.
Anticoncepcionais hormonais combinados são contraindicados para tabagistas acima de 35 anos devido ao risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, pela interação do estrogênio com o tabagismo.
Para uma mulher tabagista de 36 anos, o método contraceptivo mais adequado é o DIU de cobre, pois é altamente eficaz, não contém hormônios e não aumenta o risco cardiovascular associado ao tabagismo, sendo uma opção segura.
As opções contraceptivas seguras para mulheres com contraindicações a estrogênios incluem métodos de barreira (preservativos), métodos comportamentais, DIU de cobre, DIU hormonal (levonorgestrel) e implante subdérmico (etonogestrel, um método apenas de progestagênio).
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