HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Uma mulher de 39 anos, G4P4, tabagista, deseja método anticoncepcional de alta eficácia. Neste caso os melhores métodos de indicação são:
Mulher >35 anos tabagista → contraindicado ACO combinado → preferir métodos progestagênicos (injetável trimestral), DIU ou laqueadura.
Em mulheres tabagistas com mais de 35 anos, os contraceptivos hormonais combinados (orais, injetáveis mensais, anel vaginal, adesivo) são contraindicados devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. Nesses casos, métodos de alta eficácia que contêm apenas progestagênio (como o injetável trimestral) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, DIU hormonal, laqueadura tubária) são as melhores opções.
A escolha do método anticoncepcional em mulheres com fatores de risco, como tabagismo e idade avançada, exige uma avaliação cuidadosa para garantir eficácia e segurança. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, e sua combinação com o uso de estrogênios exógenos, presentes nos contraceptivos hormonais combinados, eleva exponencialmente o risco de eventos tromboembólicos, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Para mulheres tabagistas com mais de 35 anos, os contraceptivos hormonais combinados (pílulas, injetáveis mensais, anel vaginal, adesivo) são formalmente contraindicados. Nesses casos, devem ser priorizados métodos de alta eficácia que não contenham estrogênio. As opções incluem os métodos que contêm apenas progestagênio, como o anticoncepcional injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), implante subdérmico e minipílula. Além dos métodos progestagênicos, os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre e DIU hormonal) são excelentes alternativas, pois não possuem contraindicações relacionadas ao tabagismo e oferecem alta eficácia a longo prazo. A laqueadura tubária é outra opção de alta eficácia, sendo um método de esterilização permanente. Aconselhar a paciente sobre a cessação do tabagismo é fundamental para a saúde geral e para ampliar as opções contraceptivas futuras.
A combinação de tabagismo e idade acima de 35 anos, associada ao estrogênio dos contraceptivos combinados, aumenta drasticamente o risco de eventos tromboembólicos, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Métodos seguros incluem aqueles que contêm apenas progestagênio (como o injetável trimestral, implante, minipílula), dispositivos intrauterinos (DIU de cobre e DIU hormonal) e métodos de esterilização permanente (laqueadura tubária).
Os métodos recomendados (DIU, injetável trimestral, implante e laqueadura) são considerados de alta eficácia, com taxas de falha muito baixas, sendo opções excelentes para mulheres que buscam segurança contraceptiva.
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