SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Mulher de 36 anos de idade, tabagista de 2 maços ao dia, deseja método contraceptivo. É correto oferecer a ela o uso de
Tabagista >35 anos → contraindicação absoluta para contraceptivos combinados (estrogênio).
Mulheres tabagistas com mais de 35 anos apresentam risco cardiovascular significativamente aumentado com o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio). Nesses casos, são preferíveis métodos sem estrogênio, como a pílula de progestagênio isolado (minipílula) ou métodos de longa duração como o DIU de cobre ou o DIU hormonal (levonorgestrel).
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente, seus desejos e contraindicações. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, e sua associação com contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) eleva exponencialmente o risco de eventos tromboembólicos, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente em mulheres com mais de 35 anos de idade. Para mulheres tabagistas com 36 anos, como no caso apresentado, os contraceptivos hormonais combinados (pílulas combinadas, anel vaginal, adesivo transdérmico, injetável mensal) são absolutamente contraindicados devido ao risco de eventos cardiovasculares graves. A prioridade é oferecer métodos que não contenham estrogênio ou que tenham ação predominantemente local. As opções seguras incluem os métodos que contêm apenas progestagênio, como a pílula de progestagênio isolado (minipílula), o injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), e o implante subdérmico. Além disso, os métodos intrauterinos, como o DIU de cobre (não hormonal) e o DIU hormonal liberador de levonorgestrel (que tem ação predominantemente local e baixo impacto sistêmico), são excelentes escolhas. É crucial que o residente domine essas contraindicações e saiba orientar as pacientes sobre as opções mais seguras e eficazes.
A combinação de tabagismo e estrogênio em mulheres acima de 35 anos aumenta drasticamente o risco de eventos tromboembólicos (trombose venosa profunda, embolia pulmonar), infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante subdérmico) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira). O DIU hormonal também é uma opção segura.
Sim, o DIU hormonal libera progestagênio localmente em doses muito baixas, sem impacto sistêmico significativo no risco cardiovascular, sendo considerado seguro para tabagistas.
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