UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Mulher de 39 anos, fumante de15 cigarros por dia, deseja prescrição de um anticoncepcional porque o seu companheiro se recusa a continuar usando “camisinha” e ela não confia na tabela. Rejeitou a possibilidade de abandonar o fumo, no momento. Com o objetivo de diminuir o risco de tromboembolismo pelos critérios de elegibilidade da OMS (2017), recomendar:
Fumante >35 anos ou >15 cigarros/dia → contraindicação para contraceptivos combinados (OMS Categoria 4).
Mulheres fumantes, especialmente com idade avançada (>35 anos) ou alto consumo de cigarros (>15/dia), apresentam risco elevado de tromboembolismo com contraceptivos hormonais combinados (estrogênio + progestagênio). Nesses casos, a OMS (2017) recomenda métodos apenas com progestagênio, como o injetável de acetato de medroxiprogesterona, para minimizar esse risco.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da mulher e os riscos associados. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, e sua combinação com contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) eleva drasticamente o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são uma ferramenta essencial para a prática clínica, classificando as condições de saúde em categorias de 1 a 4, onde 4 representa uma contraindicação absoluta. Para mulheres fumantes com 35 anos ou mais, ou que fumam 15 ou mais cigarros por dia, o uso de contraceptivos hormonais combinados é classificado como Categoria 4, devido ao risco inaceitável. Nesses casos, a recomendação é optar por métodos contraceptivos que contenham apenas progestagênio, como o acetato de medroxiprogesterona injetável (DMPA), implantes subdérmicos, DIU hormonal ou pílulas de progestagênio isolado (minipílulas). Esses métodos não aumentam o risco tromboembólico e são opções seguras e eficazes para essa população.
O tabagismo, especialmente em mulheres >35 anos, aumenta o risco de eventos cardiovasculares e tromboembólicos, e o estrogênio presente nos contraceptivos combinados potencializa esse risco.
Para mulheres fumantes com contraindicação a estrogênios, são seguros os métodos apenas com progestagênio, como o injetável de acetato de medroxiprogesterona, implantes, DIU hormonal ou minipílulas.
São diretrizes que classificam os métodos contraceptivos de acordo com as condições de saúde da mulher, indicando a segurança do uso (Categoria 1 a 4) para cada método em diferentes cenários clínicos.
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