IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Paciente no 45º dia de puerpério, amamentando por livre demanda, solicita contracepção. O ginecologista explica que no momento:
Puerpério < 6 semanas + Amamentação → Contraceptivos apenas com progesterona (evitar estrogênio).
Durante o puerpério e amamentação, especialmente nos primeiros 6 meses, contraceptivos que contêm estrogênio são contraindicados devido ao risco de trombose e à supressão da lactação. Contraceptivos à base de progesterona isolada (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) são as opções seguras e eficazes para mulheres que amamentam.
A contracepção no puerpério é um tema crucial para a saúde materna e infantil, visando o espaçamento adequado entre as gestações e a prevenção de gestações não planejadas. Para mulheres que amamentam por livre demanda, a escolha do método contraceptivo deve considerar a segurança para a mãe e para o bebê, além do impacto na lactação. A amenorreia da lactação (LAM) pode oferecer proteção contraceptiva nos primeiros 6 meses pós-parto, desde que a amamentação seja exclusiva e em livre demanda, e a mulher esteja em amenorreia. No entanto, a maioria das mulheres necessitará de um método contraceptivo adicional. Contraceptivos hormonais combinados (contendo estrogênio e progesterona) são geralmente contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto, especialmente em mulheres que amamentam. Isso se deve ao aumento do risco de eventos tromboembólicos no puerpério e ao potencial de o estrogênio reduzir a produção de leite materno. As opções seguras e eficazes para mulheres que amamentam são os métodos que contêm apenas progesterona. Isso inclui a minipílula (pílula de progesterona isolada), o contraceptivo injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), o implante subdérmico de etonogestrel e o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU hormonal). Esses métodos não afetam a quantidade ou qualidade do leite materno e não aumentam o risco de trombose. A escolha do método deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente, comorbidades e acesso aos serviços.
Contraceptivos combinados (com estrogênio) aumentam o risco de trombose no puerpério e podem suprimir a produção de leite materno, sendo contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto em lactantes.
As opções seguras são os métodos que contêm apenas progesterona, como a minipílula, o injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), o implante subdérmico e o DIU hormonal (levonorgestrel).
A contracepção pode ser iniciada a partir de 6 semanas pós-parto para métodos hormonais apenas com progesterona. Métodos de barreira ou DIU de cobre podem ser iniciados mais cedo, dependendo da avaliação individual.
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