HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Primípara, 19 anos, retorna ao Ambulatório de Obstetrícia, no 28ª dia pós-parto vaginal, e solicita método contraceptivo de início imediato. Encontra-se em aleitamento materno misto. O método contraceptivo mais adequado é
Puerpério + amamentação → Contracepção com progestagênio isolado (ex: drospirenona) é segura e eficaz, evitando os riscos do estrogênio.
No puerpério, deve-se evitar contraceptivos com estrogênio pelo risco trombótico aumentado e potencial impacto na lactação. Pílulas de progestagênio isolado são a escolha preferencial para contracepção hormonal oral nesse período.
A contracepção no puerpério é fundamental para o planejamento familiar e a saúde materna, mas requer considerações especiais, principalmente em lactantes. O período pós-parto é caracterizado por um estado de hipercoagulabilidade, que eleva o risco de tromboembolismo venoso (TEV). Por essa razão, métodos contraceptivos contendo estrogênio são contraindicados nas primeiras 3 a 6 semanas. Para mulheres que estão amamentando, a escolha do método deve considerar também o potencial impacto na lactação. Os estrogênios podem reduzir a produção de leite, tornando os contraceptivos combinados (pílula, anel, adesivo) uma opção menos desejável. A melhor escolha hormonal para lactantes são os métodos de progestagênio isolado, como a minipílula (ex: desogestrel, drospirenona), o implante subdérmico, o injetável trimestral ou o DIU hormonal (levonogestrel). As pílulas de progestagênio isolado, como a de drospirenona, podem ser iniciadas com segurança a partir de 21 dias pós-parto, mesmo em amamentação exclusiva, pois não interferem na produção láctea nem aumentam o risco de TEV. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre e os métodos de barreira (preservativo), também são excelentes opções. A escolha final deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente e as condições clínicas.
O puerpério é um período de hipercoagulabilidade fisiológica. O estrogênio exógeno aumenta ainda mais o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar, sendo contraindicado nas primeiras 3 a 6 semanas pós-parto.
Um DIU (cobre ou levonogestrel) pode ser inserido no pós-parto imediato (até 48h), mas com maior risco de expulsão. A inserção é mais comumente realizada após 4-6 semanas, quando o útero já involuiu, diminuindo esse risco.
Não. Diferente dos estrogênios, os progestagênios isolados não demonstraram ter impacto negativo na quantidade ou qualidade do leite materno, sendo considerados o método hormonal de escolha durante a lactação.
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