UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
MIS, 36 anos, G3C3, comparece à unidade de saúde para orientações contraceptivas. Realizou seguimento de pré-natal em UBS, sem nenhuma intercorrência na gestação. Não apresenta nenhuma comorbidade e não faz uso de medicações periodicamente. Apresentou boa evolução durante o período de internação e recebeu alta hospitalar após completadas as 48 horas de puerpério. Encontra-se, hoje, no 50º dia pós-parto e em aleitamento materno exclusivo. Assinale a alternativa com a orientação contraceptiva adequada a essa paciente.
Pós-parto + Aleitamento Exclusivo: Minipílula e injetável trimestral são métodos hormonais seguros e eficazes.
No puerpério, especialmente em aleitamento materno exclusivo, a escolha do contraceptivo deve considerar a segurança para o bebê e a eficácia. Métodos hormonais apenas com progestagênio, como a minipílula e o injetável trimestral, são preferíveis por não interferirem na lactação e terem baixo risco de trombose, sendo seguros a partir de 6 semanas pós-parto.
A orientação contraceptiva no puerpério é um componente crucial do cuidado pós-natal, visando o planejamento familiar e a saúde da mulher. A escolha do método deve considerar o estado de amamentação, a saúde da paciente e suas preferências. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as opções seguras e eficazes para cada cenário. Para mulheres em aleitamento materno exclusivo, a prioridade é evitar métodos que possam interferir na produção de leite ou na saúde do bebê. Os contraceptivos hormonais combinados (estrogênio + progestagênio) são geralmente contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto devido ao risco aumentado de trombose e à possível supressão da lactação. Em contraste, os métodos que contêm apenas progestagênio, como a minipílula (pílula de progestagênio isolado) e o contraceptivo injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona de depósito), são considerados seguros e eficazes, podendo ser iniciados a partir de 6 semanas pós-parto. Outras opções incluem o Método de Lactação e Amenorreia (LAM), que é eficaz sob condições específicas, e os métodos intrauterinos (DIU de cobre e SIU liberador de levonorgestrel), que podem ser inseridos no pós-parto imediato ou tardio, sem necessidade de aguardar a menstruação. A paciente deve ser informada sobre todas as opções, seus benefícios e riscos, para que possa fazer uma escolha informada e adequada à sua realidade.
Para mulheres em aleitamento materno exclusivo, os métodos hormonais seguros são aqueles que contêm apenas progestagênio: a minipílula, o contraceptivo injetável trimestral (medroxiprogesterona), o implante subdérmico e o sistema intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel. Eles não afetam a produção de leite nem a saúde do bebê.
A minipílula e o injetável trimestral podem ser iniciados a partir de 6 semanas pós-parto em mulheres que amamentam. Os métodos de barreira e o DIU de cobre podem ser usados mais precocemente, mas os hormonais combinados são geralmente contraindicados nos primeiros 6 meses devido ao risco trombótico e impacto na lactação.
O Método de Lactação e Amenorreia (LAM) é um método contraceptivo natural com alta eficácia se três condições forem atendidas: aleitamento materno exclusivo e em livre demanda, amenorreia (ausência de menstruação) e bebê com menos de 6 meses de idade. Se qualquer uma dessas condições não for cumprida, a eficácia diminui e outro método deve ser considerado.
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