HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Lactante com parto vaginal há 30 dias comparece à Unidade Básica de Saúde para orientação de método contraceptivo. Nega comorbidades e alergias. Fundamentando-se nos critérios médicos de elegibilidade de métodos contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS), qual é a recomendação?
Pós-parto < 6 semanas e amamentação → Pílula apenas com progestagênio (POP) é segura e eficaz.
No puerpério imediato e durante a amamentação exclusiva, métodos que contêm estrogênio são contraindicados devido ao risco de trombose e interferência na lactação. A pílula de progestagênio isolado (POP) é a escolha segura, pois não afeta a produção de leite nem aumenta o risco trombótico.
A contracepção no puerpério é um tema crucial para a saúde materna e infantil, visando o espaçamento adequado entre as gestações. A escolha do método deve considerar o tempo pós-parto, o status de amamentação e os critérios médicos de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS). A orientação adequada previne gestações não planejadas e suas complicações. No período pós-parto, especialmente nas primeiras 6 semanas, o corpo feminino passa por intensas mudanças fisiológicas, incluindo um estado de hipercoagulabilidade. Métodos contraceptivos que contêm estrogênio podem exacerbar esse risco trombótico e, em lactantes, podem afetar a produção de leite. Por isso, a pílula de progestagênio isolado (POP) é a opção preferencial e mais segura para mulheres que amamentam exclusivamente ou que estão nas primeiras 6 semanas pós-parto. Outros métodos, como o DIU de cobre ou hormonal, também são opções seguras e eficazes no pós-parto, podendo ser inseridos imediatamente ou após algumas semanas. A decisão final deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente, sua saúde geral e os riscos e benefícios de cada método, sempre com base nas diretrizes da OMS.
Métodos que contêm estrogênio, como pílulas combinadas, anel vaginal e injetáveis combinados, são contraindicados nas primeiras 6 semanas pós-parto devido ao risco aumentado de trombose e possível interferência na lactação.
A pílula de progestagênio isolado (POP) é segura para lactantes pois não afeta a produção de leite materno e não aumenta o risco de eventos tromboembólicos, sendo uma opção eficaz e bem tolerada.
Após 6 semanas do parto, se a mulher não estiver amamentando ou se a amamentação não for exclusiva, outros métodos como pílulas combinadas, injetáveis e anel vaginal podem ser considerados, sempre avaliando os critérios de elegibilidade individuais.
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