CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
No acompanhamento do puerpério, durante o aleitamento materno, o contraceptivo hormonal, deverá conter:
Contraceptivo hormonal no aleitamento materno = APENAS progestágenos, para não afetar lactação.
Durante o aleitamento materno, a escolha do contraceptivo hormonal deve ser restrita aos métodos que contêm apenas progestágenos. Isso ocorre porque os estrógenos podem reduzir a produção de leite e alterar sua qualidade, além de aumentar o risco de tromboembolismo no puerpério.
O puerpério é um período de intensas mudanças fisiológicas e de alta fertilidade, tornando a contracepção um aspecto crucial do cuidado pós-parto. Para mulheres que optam pelo aleitamento materno, a escolha do método contraceptivo hormonal deve ser feita com cautela, considerando o impacto na lactação e os riscos para a saúde materna. Este é um tema frequente em provas de residência e de grande relevância na prática clínica ginecológica e obstétrica. A fisiologia da lactação é sensível à presença de estrógenos, que podem inibir a produção de leite. Por essa razão, os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrógeno, são contraindicados durante o aleitamento materno. Além do impacto na lactação, o puerpério é um período de maior risco de tromboembolismo, e os estrógenos podem agravar esse risco. Portanto, a recomendação é utilizar métodos contraceptivos que contenham apenas progestágenos. Estes incluem a pílula de progestágeno isolado (minipílula), implantes subdérmicos, injeções de progestágeno e sistemas intrauterinos liberadores de levonorgestrel. Esses métodos não afetam a produção de leite e são seguros para a mãe e o bebê, permitindo um planejamento familiar eficaz e seguro durante o período de amamentação.
Os contraceptivos combinados contêm estrógenos, que podem reduzir a produção e a qualidade do leite materno. Além disso, os estrógenos aumentam o risco de eventos tromboembólicos, que já é elevado no período puerperal.
As opções seguras incluem métodos que contêm apenas progestágenos, como a pílula de progestágeno isolado (minipílula), o implante subdérmico de etonogestrel, o injetável de acetato de medroxiprogesterona e o DIU hormonal (levonorgestrel).
Os métodos apenas com progestágenos podem ser iniciados a partir da 6ª semana pós-parto em mulheres que amamentam. Em algumas situações, podem ser considerados mais precocemente, mas com avaliação individualizada do risco-benefício.
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