UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
A respeito da anticoncepção no puerpério, assinale a opção que contém os métodos de eleição para essa fase da vida da mulher.
No puerpério, métodos de eleição incluem progestagênio isolado (minipílula, injetável trimestral, implante) e DIU, especialmente na amamentação.
A escolha do método contraceptivo no puerpério deve considerar a amamentação e o risco de tromboembolismo. Métodos hormonais combinados são geralmente contraindicados nas primeiras semanas pós-parto. Métodos de progestagênio isolado (minipílula, injetável trimestral, implante) e métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativo) são as opções mais seguras e eficazes.
A anticoncepção no puerpério é um aspecto crucial da saúde da mulher, visando o planejamento familiar e a saúde materno-infantil. A escolha do método deve considerar a amamentação, o tempo pós-parto e os fatores de risco individuais da mulher. Os métodos são classificados quanto à segurança e eficácia, com diretrizes específicas para cada período do puerpério. Nas primeiras 6 semanas pós-parto, especialmente para mulheres que amamentam, os métodos de progestagênio isolado (minipílula, injetável trimestral de acetato de medroxiprogesterona, implante subdérmico) e os métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativo) são as opções de eleição. Os contraceptivos hormonais combinados (pílulas combinadas, anel vaginal, adesivo) são contraindicados devido ao aumento do risco de tromboembolismo e à possível interferência na lactação. Após 6 semanas pós-parto, se a mulher não estiver amamentando e não possuir fatores de risco para tromboembolismo, os métodos hormonais combinados podem ser considerados. Métodos de longa duração e reversíveis (LARC), como o DIU de cobre, o SIU liberador de levonorgestrel e o implante subdérmico, são altamente eficazes e seguros, sendo excelentes opções para o puerpério. A laqueadura tubária é uma opção de contracepção permanente que pode ser realizada no pós-parto imediato ou em momento posterior.
Os métodos de eleição no puerpério incluem os métodos de progestagênio isolado (minipílula, injetável trimestral de acetato de medroxiprogesterona, implante subdérmico), dispositivos intrauterinos (DIU de cobre e SIU liberador de levonorgestrel) e métodos de barreira (preservativo). A laqueadura tubária também é uma opção permanente.
Os contraceptivos hormonais combinados (contendo estrogênio) são contraindicados nas primeiras 6 semanas pós-parto devido ao aumento do risco de tromboembolismo venoso e à possível interferência na produção e qualidade do leite materno. Após 6 semanas, se a mulher não estiver amamentando e não tiver outros fatores de risco, podem ser considerados.
O DIU (de cobre ou hormonal) pode ser inserido imediatamente após o parto (pós-placentário) ou no pós-parto imediato (até 10 minutos após a dequitação da placenta), ou então após 4-6 semanas (puerpério tardio), quando o útero já involuiu. A inserção imediata tem a vantagem de conveniência, mas com maior taxa de expulsão.
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