UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Mulher, 32 anos, teve parto vaginal sem intercorrência há 45 dias. Está amamentando sob livre demanda e comparece à consulta de rotina, pois deseja iniciar algum método contraceptivo. Nesta situação, está contra-indicado:
Amamentação exclusiva/livre demanda + < 6 semanas pós-parto → Contraindicação de anticoncepcional hormonal combinado (estrogênio).
Anticoncepcionais hormonais combinados (com estrogênio) são contraindicados no puerpério imediato e durante a amamentação exclusiva, devido ao risco aumentado de tromboembolismo e à possível supressão da lactação. Métodos apenas com progestagênio ou não hormonais são preferíveis.
A escolha do método contraceptivo no puerpério exige atenção especial, principalmente em mulheres que amamentam. O período pós-parto é caracterizado por um estado de hipercoagulabilidade, que, somado ao uso de estrogênio, eleva significativamente o risco de tromboembolismo venoso. A amamentação, por sua vez, pode ser afetada negativamente pelo estrogênio, que pode diminuir a produção de leite. Portanto, a orientação adequada é crucial para a saúde materna e do bebê. Para puérperas amamentando sob livre demanda, especialmente nas primeiras seis semanas pós-parto, métodos contraceptivos que contenham estrogênio são contraindicados. As opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetáveis, implantes) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos). A minipílula pode ser iniciada a partir de 21 dias pós-parto, enquanto os injetáveis e implantes são geralmente seguros após 6 semanas. O DIU pode ser inserido imediatamente pós-parto ou após 4-6 semanas. É fundamental que o profissional de saúde avalie individualmente cada paciente, considerando o tempo pós-parto, o padrão de amamentação e os fatores de risco para trombose. A educação da paciente sobre as opções e os riscos associados é essencial para garantir a adesão e a eficácia do método escolhido, prevenindo gestações não planejadas e complicações.
Anticoncepcionais hormonais orais combinados (com estrogênio) são contraindicados na amamentação exclusiva, especialmente nas primeiras 6 semanas pós-parto, devido ao risco de trombose e à supressão da lactação.
A conduta ideal envolve métodos sem estrogênio, como minipílulas de progestagênio, injetáveis trimestrais (medroxiprogesterona), implantes ou DIU (de cobre ou hormonal), que não afetam a produção de leite nem aumentam o risco tromboembólico.
O estrogênio aumenta o risco de eventos tromboembólicos, que já é elevado no puerpério. Além disso, pode reduzir a produção de leite materno, prejudicando a amamentação.
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