Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
A mulher vai construindo, durante a gestação, condições para aumento dos fatores de coagulação e do fibrinogênio. Todo esse processo aumenta o risco de TEV (tromboembolismo venoso) profundo, principalmente no puerpério. Em relação ao TEV profundo no pós-parto e aos outros fatores de risco associados e com base nos critérios de Elegibilidade Médica para os métodos contraceptivos no pós-parto, assinale a alternativa correta.
DIU-LNG é seguro (categoria 1) para lactantes ≥ 4 semanas pós-parto, com baixo risco de TEV.
O DIU hormonal (DIU-LNG) é um método contraceptivo de progestagênio isolado, que não aumenta o risco de tromboembolismo venoso (TEV) e é considerado seguro para mulheres que amamentam a partir de 4 semanas pós-parto (Categoria 1 pelos Critérios de Elegibilidade Médica da OMS).
O puerpério é um período de alto risco para tromboembolismo venoso (TEV) devido ao estado de hipercoagulabilidade fisiológica da gestação, somado a fatores como imobilidade e trauma vascular do parto. A escolha do método contraceptivo pós-parto deve considerar esse risco, bem como o status de amamentação da mulher. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos (MEC) da OMS são guias essenciais para essa decisão. Os métodos contraceptivos hormonais combinados (AHCs), que contêm estrogênio, são contraindicados no puerpério imediato e nas primeiras 6 semanas pós-parto, especialmente em mulheres com fatores de risco para TEV ou que amamentam, devido ao risco aumentado de TEV e à possível supressão da lactação. Eles são categoria 4 (<21 dias pós-parto) e categoria 3 (21-42 dias pós-parto) para mulheres sem amamentação. Métodos apenas de progestagênio, como o DIU-LNG, implantes e injetáveis, são considerados seguros para lactantes e não aumentam o risco de TEV. O DIU-LNG é categoria 1 para mulheres que amamentam a partir de 4 semanas pós-parto, indicando que pode ser usado sem restrições. O DIU de cobre, um método não hormonal, também é uma excelente opção, mas sua inserção imediata pós-parto tem um risco maior de expulsão, sendo categoria 2 ou 3 dependendo do tempo.
Métodos contraceptivos que contêm apenas progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante de etonogestrel, DIU-LNG) e métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, métodos de barreira) são geralmente seguros para mulheres que amamentam, especialmente após as primeiras 4-6 semanas pós-parto.
Os anticoncepcionais hormonais combinados (contendo estrogênio) aumentam o risco de tromboembolismo venoso, que já é elevado no puerpério. Além disso, o estrogênio pode interferir na produção de leite materno. Por isso, são geralmente contraindicados nas primeiras 6 semanas pós-parto, especialmente em lactantes.
O DIU de cobre é categoria 2 para inserção imediata (até 10 minutos após a dequitação da placenta) e categoria 3 para inserção entre 10 minutos e 48 horas pós-parto, devido ao maior risco de expulsão e perfuração nesse período.
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