HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Uma mulher em estado puerperal de 40 dias procura o ginecologista para iniciar contracepção. Refere estar em amamentação exclusiva. São opções com boa eficácia e indicadas nesse período, exceto:
Amamentação exclusiva + 40 dias puerpério → Evitar estrogênio (anel vaginal, combinados).
Durante a amamentação exclusiva, especialmente nos primeiros 6 meses pós-parto, contraceptivos que contêm estrogênio são contraindicados devido ao risco de afetar a produção de leite e aumentar o risco de trombose. Métodos apenas com progestagênio são a escolha segura.
A contracepção no puerpério é um tema de grande importância para a saúde materna e infantil, visando o espaçamento adequado entre as gestações e a prevenção de gestações não planejadas. Para mulheres em amamentação exclusiva, a escolha do método contraceptivo deve considerar o impacto na lactação e os riscos para a saúde da mãe e do bebê. As diretrizes recomendam evitar métodos que contenham estrogênio nos primeiros 6 meses pós-parto ou enquanto a amamentação for exclusiva, devido aos potenciais efeitos na produção de leite e ao risco aumentado de trombose. Os métodos contraceptivos de progestagênio isolado são a primeira escolha para mulheres em amamentação exclusiva. Isso inclui as pílulas de progestagênio (como o desogestrel), o injetável trimestral de acetato de medroxiprogesterona, e o implante subdérmico de etonogestrel. Esses métodos não afetam a quantidade ou qualidade do leite materno e não aumentam o risco de trombose. O DIU de cobre e o DIU hormonal (levonorgestrel) também são opções seguras e altamente eficazes, podendo ser inseridos no pós-parto imediato ou tardio. É fundamental que o ginecologista oriente a paciente sobre as opções disponíveis, seus benefícios, riscos e a forma correta de uso. A escolha do método deve ser individualizada, levando em conta as preferências da mulher, seu histórico de saúde e a adesão ao método. A amamentação exclusiva, por si só, pode ter um efeito contraceptivo (LAM - Lactational Amenorrhea Method), mas sua eficácia é limitada e requer critérios rigorosos, não sendo uma opção confiável para todas as mulheres.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que pode reduzir a produção de leite materno e alterar sua composição. Além disso, o estrogênio aumenta o risco de eventos tromboembólicos, que já é elevado no puerpério.
As opções seguras incluem métodos apenas com progestagênio, como a pílula de desogestrel, o injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), o implante subdérmico e o DIU hormonal ou de cobre.
O anel endovaginal contém estrogênio e progestagênio, portanto, não é recomendado durante a amamentação exclusiva. Pode ser considerado após o desmame ou se a mulher não estiver amamentando, geralmente após 4-6 semanas pós-parto.
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