HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
Uma paciente de 34 anos, G2P2, parto há 50 dias, em amamentação exclusiva, vem ao consultório para orientação da melhor forma de contracepção. Das alternativas a seguir, qual é a MENOS INDICADA para esse perfil de paciente?
Contraceptivo hormonal combinado → MENOS indicado em amamentação exclusiva < 6 meses pós-parto.
Contraceptivos hormonais combinados (como o injetável mensal) são contraindicados nos primeiros 42 dias pós-parto e devem ser evitados até 6 meses em mulheres que amamentam exclusivamente, devido ao risco de trombose e impacto na lactação. Métodos apenas com progestagênio ou não hormonais são preferíveis.
A escolha do método contraceptivo no pós-parto, especialmente em mulheres que amamentam, exige atenção especial. O puerpério é um período de maior risco trombótico, e a amamentação impõe restrições a certos hormônios que podem afetar a lactação. É crucial que o profissional de saúde oriente a paciente sobre as opções seguras e eficazes, considerando seu perfil e desejos. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, são geralmente contraindicados nos primeiros 42 dias pós-parto devido ao risco aumentado de tromboembolismo. Em mulheres que amamentam exclusivamente, a recomendação se estende até os 6 meses, pois o estrogênio pode reduzir a produção de leite. Métodos que contêm apenas progestagênio (como implantes, DIU hormonal e injetáveis trimestrais) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira) são as opções de primeira linha nesse cenário. A compreensão das diretrizes de contracepção pós-parto é fundamental para a prática clínica. A escolha adequada não só previne gestações indesejadas, mas também protege a saúde materna e a amamentação. Residentes devem estar aptos a discutir os riscos e benefícios de cada método, garantindo uma decisão informada e segura para a paciente.
Os métodos mais seguros incluem os métodos de progestagênio isolado (implante, DIU hormonal, minipílula) e os métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira).
Eles aumentam o risco de trombose no puerpério e podem afetar a produção e qualidade do leite materno, especialmente nos primeiros 6 meses de amamentação exclusiva.
O injetável mensal, por ser um contraceptivo hormonal combinado, não é recomendado antes de 42 dias pós-parto e deve ser evitado até 6 meses em amamentação exclusiva.
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