SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Mulher, 29 anos, sem comorbidades, exceto ter útero bicorno, é atendida no consultório para iniciar método contraceptivo. Refere parto cesáreo há 60 dias e está amamentando. Qual o método mais indicado?
Lactante exclusiva pós-parto → Pílula só progestágeno (POP) ou DIU de Cobre são métodos seguros e eficazes.
Em mulheres amamentando, métodos contraceptivos que contêm estrogênio são contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto devido ao risco de reduzir a produção de leite e aumentar o risco de trombose. A pílula de progestágeno isolado (minipílula) é uma excelente opção por não interferir na lactação e ter baixo risco trombogênico.
A escolha do método contraceptivo no pós-parto, especialmente em mulheres que amamentam, requer atenção especial para garantir a segurança da mãe e do bebê, além da eficácia contraceptiva. A amamentação exclusiva pode conferir um efeito contraceptivo natural (Método da Amenorreia da Lactação - MAL), mas sua eficácia diminui após 6 meses ou com a introdução de complementos. Os métodos contraceptivos hormonais combinados (com estrogênio) são geralmente contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto em lactantes devido ao risco de suprimir a produção de leite e aumentar o risco de eventos tromboembólicos, que já é elevado no puerpério. Nesses casos, os métodos que contêm apenas progestágeno são preferíveis, pois não afetam a lactação e têm menor risco trombogênico. Entre as opções seguras para lactantes, destacam-se as pílulas de progestágeno isolado (minipílulas), os injetáveis de progestágeno (trimestrais), os implantes subdérmicos e os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou DIU hormonal). A escolha deve ser individualizada, considerando as condições de saúde da mulher, suas preferências, o tempo pós-parto e a presença de comorbidades, como o útero bicorno, que não contraindica o uso de DIU, mas pode exigir uma avaliação mais cuidadosa da inserção.
Métodos que contêm estrogênio, como pílulas combinadas, anel vaginal e adesivo transdérmico, são geralmente contraindicados nos primeiros 6 meses pós-parto devido ao risco de suprimir a lactação e aumentar o risco de trombose.
A pílula de progestágeno isolado (minipílula) não interfere na produção de leite materno e possui um perfil de segurança cardiovascular favorável, sendo uma opção eficaz e segura para mulheres que amamentam.
O DIU de Cobre pode ser inserido imediatamente após o parto (pós-placentário) ou após 4-6 semanas, dependendo da avaliação clínica e da preferência da paciente, sendo uma opção segura e de longa duração para lactantes.
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