SMS Sinop - Secretaria Municipal de Saúde de Sinop (MT) — Prova 2020
De acordo com o Tratado de Medicina de Família e Comunidade (2019), sobre as principais orientações quanto a métodos contraceptivos na lactante, assinale a alternativa INCORRETA:
Contraceptivos combinados são contraindicados até 42 dias pós-parto devido ao risco de TEV, mesmo em não lactantes.
Contraceptivos hormonais combinados (estrogênio-progestagênio) aumentam o risco de tromboembolismo venoso no puerpério, especialmente nas primeiras 6 semanas. Por isso, são contraindicados nesse período, mesmo para mulheres que não amamentam, sendo preferíveis métodos apenas com progestagênio ou não hormonais.
A contracepção pós-parto é um pilar fundamental do planejamento familiar, visando espaçar gestações e promover a saúde materno-infantil. As orientações variam conforme o tempo pós-parto e o status de amamentação, sendo crucial a escolha de métodos seguros e eficazes para cada mulher. A amenorreia lactacional pode oferecer proteção nos primeiros 6 meses, mas não é um método 100% eficaz. A principal preocupação com contraceptivos hormonais combinados no puerpério é o risco aumentado de tromboembolismo venoso (TEV), que é mais elevado nas primeiras 6 semanas pós-parto. O estrogênio presente nesses métodos pode exacerbar esse risco. Por outro lado, métodos contendo apenas progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante) são considerados seguros para lactantes, pois não afetam a produção de leite nem o crescimento do bebê. A inserção do DIU de cobre pode ser realizada no pós-parto imediato (até 48 horas) ou após 4 semanas, sendo uma opção de longa duração e reversível, sem impacto hormonal. É essencial que os profissionais de saúde orientem as puérperas sobre as opções disponíveis, seus riscos e benefícios, garantindo o acesso a métodos contraceptivos adequados para prevenir gestações não planejadas e otimizar a saúde materna.
Métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante) e métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativo) são seguros e não afetam a amamentação ou o bebê.
Contraceptivos hormonais combinados são geralmente contraindicados nas primeiras 6 semanas (42 dias) pós-parto devido ao risco aumentado de tromboembolismo venoso, mesmo para mulheres que não amamentam.
O DIU de cobre pode ser inserido nas primeiras 48 horas após o parto (pós-parto imediato) ou após 4 semanas, sendo uma opção eficaz e de longa duração, sem interferir na amamentação.
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