HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Dentre os cenários clínicos a seguir, de acordo com os critérios de eligibilidade médica para métodos contraceptivos da Organização Mundial de Saúde, assinale a alternativa que caracteriza uma categoria 4 para uso de contraceptivos hormonais orais combinados em mulheres sem doenças conhecidas.
Pós-parto < 6 semanas + amamentação exclusiva = Categoria 4 OMS para contraceptivos orais combinados (CHC) devido ao ↑ risco trombótico e impacto na lactação.
Mulheres amamentando exclusivamente nos primeiros 6 meses pós-parto têm contraindicação (Categoria 4 OMS) para contraceptivos hormonais orais combinados (CHC). Isso se deve ao risco aumentado de tromboembolismo no puerpério imediato e ao potencial impacto do estrogênio na produção e qualidade do leite materno.
A contracepção no período pós-parto é um aspecto crucial da saúde da mulher, visando o espaçamento entre as gestações e a promoção do bem-estar materno-infantil. A escolha do método contraceptivo deve ser cuidadosamente avaliada, especialmente em mulheres que estão amamentando, devido a considerações sobre a segurança materna e o impacto na lactação. Os Critérios de Elegibilidade Médica para Métodos Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são uma ferramenta fundamental para essa tomada de decisão. Para os contraceptivos hormonais orais combinados (COCs), que contêm estrogênio e progestagênio, a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses pós-parto é classificada como Categoria 4 pela OMS, o que significa uma contraindicação absoluta. Essa classificação se baseia em dois principais motivos: primeiro, o período pós-parto, especialmente as primeiras 6 semanas, é associado a um risco aumentado de eventos tromboembólicos, e o estrogênio dos COCs pode exacerbar esse risco. Segundo, o estrogênio pode interferir na produção e na qualidade do leite materno, prejudicando a amamentação. Portanto, para mulheres amamentando exclusivamente nos primeiros 6 meses pós-parto, devem ser priorizados métodos contraceptivos que não contenham estrogênio. As opções seguras incluem métodos de barreira (preservativos), DIU de cobre, DIU hormonal (levonorgestrel), implante de etonogestrel e pílulas de progestagênio isolado (minipílulas). Após 6 meses pós-parto, ou se a amamentação não for exclusiva, os COCs podem ser considerados se não houver outras contraindicações, pois o risco trombótico diminui e o impacto na lactação é menor.
Nos primeiros 6 meses pós-parto, especialmente com amamentação exclusiva, há um risco aumentado de tromboembolismo. O estrogênio dos CHC pode agravar esse risco e também pode reduzir a produção de leite materno, sendo, portanto, contraindicado.
Para mulheres amamentando, são recomendados métodos sem estrogênio, como métodos de barreira, DIU de cobre, DIU hormonal, implante de etonogestrel ou pílulas de progestagênio isolado, especialmente nos primeiros 6 meses pós-parto.
Após 6 meses pós-parto, se a amamentação não for exclusiva ou se a mulher não estiver amamentando, os contraceptivos hormonais combinados podem ser considerados, desde que não haja outras contraindicações e o risco trombótico puerperal tenha diminuído.
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