UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Em relação ao uso de método anticoncepcional durante o período de aleitamento materno, pode-se afirmar que:
Aleitamento exclusivo + amenorreia = método contraceptivo natural (MAL).
O Método da Amenorreia da Lactação (MAL) é uma forma natural de contracepção eficaz nos primeiros 6 meses pós-parto, desde que o aleitamento seja exclusivo e a mulher esteja em amenorreia. Sua eficácia diminui se qualquer um desses critérios não for atendido.
A contracepção pós-parto é crucial para o planejamento familiar e a saúde materna. Durante o aleitamento materno, a escolha do método deve considerar a segurança para o bebê e a manutenção da lactação. O Método da Amenorreia da Lactação (MAL) é uma opção natural e eficaz nos primeiros seis meses, desde que a amamentação seja exclusiva, em livre demanda e a mulher esteja em amenorreia. Anticoncepcionais hormonais combinados (com estrogênio) são geralmente desaconselhados nos primeiros 6 meses pós-parto, especialmente em mulheres amamentando, devido ao risco de trombose e ao potencial impacto negativo na produção de leite. Métodos apenas com progesterona (minipílulas, injetáveis, implantes) são escolhas seguras e eficazes, pois não afetam a qualidade ou quantidade do leite materno. Outras opções incluem métodos de barreira (preservativos) e o DIU, que pode ser inserido no pós-parto imediato ou após 4-6 semanas. É fundamental que a mulher receba aconselhamento adequado para escolher o método mais apropriado às suas necessidades e condições clínicas, garantindo a continuidade da amamentação e a prevenção de gestações indesejadas.
Métodos que contêm apenas progesterona, como minipílulas, injetáveis trimestrais (depo-provera) e implantes, são considerados seguros e não afetam a produção de leite.
O MAL é um método natural que utiliza a infertilidade fisiológica da lactação. É eficaz se a mulher estiver em amenorreia, amamentando exclusivamente (dia e noite, sem intervalos longos) e nos primeiros 6 meses pós-parto.
O DIU pode ser inserido imediatamente após o parto (pós-placenta) ou após 4-6 semanas, quando o útero já involuiu, para minimizar o risco de expulsão.
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