Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Paciente com diagnóstico de Mola Hidatiforme é internada e submetida a esvaziamento uterino. Na alta hospitalar deve ser prescrito um método contraceptivo, exceto:
Pós-mola hidatiforme: DIU de cobre contraindicado devido ao risco de perfuração e mascaramento de sangramento uterino anormal.
Após o esvaziamento uterino por mola hidatiforme, a contracepção é essencial para evitar nova gestação durante o seguimento do hCG. O DIU de cobre é contraindicado devido ao risco de perfuração uterina em útero recentemente esvaziado e pela possibilidade de mascarar sangramentos anormais, que podem ser um sinal de neoplasia trofoblástica gestacional.
A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional (DTG) caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Após o esvaziamento uterino, o seguimento rigoroso dos níveis séricos de beta-hCG é essencial para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente a persistência trofoblástica ou a evolução para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG), que pode ser invasiva ou metastática. Uma nova gestação durante este período pode mascarar a elevação do hCG, dificultando o diagnóstico e tratamento de uma possível NTG. A contracepção é, portanto, uma medida fundamental no manejo pós-mola. Métodos hormonais, como contraceptivos orais combinados, pílulas de progestagênio isolado (ex: desogestrel) e injetáveis (mensais ou trimestrais), são considerados seguros e eficazes. Eles não interferem na dosagem do beta-hCG e proporcionam uma contracepção confiável, permitindo o acompanhamento adequado da paciente. Por outro lado, o uso de dispositivos intrauterinos (DIU), tanto o de cobre quanto o hormonal, é contraindicado no período pós-esvaziamento uterino. O útero pode estar mais friável, aumentando o risco de perfuração durante a inserção. Além disso, o sangramento uterino, que é um sintoma comum de NTG, poderia ser erroneamente atribuído ao DIU, atrasando o diagnóstico e o tratamento de uma complicação grave. A orientação adequada sobre a escolha do método contraceptivo é uma responsabilidade crucial do médico para garantir a segurança e o bom prognóstico da paciente.
A contracepção é crucial para evitar uma nova gestação durante o período de seguimento do beta-hCG, que é fundamental para detectar precocemente a persistência da doença trofoblástica ou o desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional.
O DIU de cobre é contraindicado devido ao risco aumentado de perfuração uterina em um útero recentemente esvaziado e à possibilidade de mascarar sangramentos uterinos anormais, que podem ser um sinal de complicação da mola.
Métodos hormonais como contraceptivos orais combinados, pílulas de progestagênio isolado (desogestrel), injetáveis mensais ou trimestrais são seguros e recomendados, pois não interferem no seguimento do beta-hCG e oferecem alta eficácia contraceptiva.
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