Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
O controle voluntário da fertilidade é particularmente importante na sociedade moderna e é essencial para que a mulher consiga alcançar suas metas pessoais quanto para o controle populacional do planeta na medida que um rápido crescimento populacional pode ameaçar nossa sobrevivência. Sobre os métodos de planejamento familiar para as mulheres, é INCORRETO afirmar:
Anticoncepcionais modernos (ex: drospirenona) têm impacto metabólico mínimo e não alteram a glicemia de forma relevante.
Métodos contraceptivos modernos buscam alta eficácia com menor impacto metabólico. O risco de DIP associado ao DIU é mais relacionado ao comportamento sexual do que ao dispositivo em si.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando critérios de elegibilidade da OMS, perfil metabólico e preferências da paciente. Os LARC (Long-Acting Reversible Contraceptives), como o DIU e o implante, apresentam taxas de falha comparáveis à esterilização cirúrgica, pois eliminam o erro de uso da paciente. A evolução da farmacologia contraceptiva permitiu o desenvolvimento de progestogênios de quarta geração, como a drospirenona, que minimizam efeitos colaterais como retenção hídrica e alterações lipídicas. É fundamental desmistificar o impacto desses fármacos no metabolismo da glicose para garantir a adesão ao método escolhido.
Estudos epidemiológicos demonstram que o risco de DIP associado ao DIU está concentrado quase exclusivamente nos primeiros 20 dias após a inserção, relacionado à técnica e à presença prévia de patógenos no trato genital inferior. Após esse período, o risco de DIP em usuárias de DIU é comparável ao de não usuárias, sendo a exposição a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) o determinante de risco muito mais significativo do que a presença do dispositivo.
Não. Diferente das formulações antigas de alta dosagem, os anticoncepcionais combinados modernos de baixa dosagem, especialmente aqueles contendo drospirenona (um progestogênio com efeito antimineralocorticoide), não produzem alterações clinicamente relevantes nos níveis de glicemia ou na resistência à insulina em mulheres saudáveis. Eles são considerados metabolicamente neutros para a maioria da população.
Os métodos contendo apenas progestogênio (minipílula, implante, injetável trimestral ou DIU hormonal) são ideais para mulheres com contraindicações ao estrogênio, como histórico de eventos tromboembólicos, enxaqueca com aura, tabagismo acima de 35 anos ou hipertensão mal controlada. Eles oferecem excelente eficácia e podem ser usados durante a amamentação.
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