HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Paciente 38 anos, procura atendimento médico para consultoria de planejamento familiar com historia de tratamento em curso de carcinoma de mama direita tendo sido realizada mastectomia direita, ciclos de quimioterapia e radioterapia com controles atuais de 2 anos e meio até o momento. A mesma deseja após informações colhidas na internet uso do Mirena. Diante da historia clinica, sua ação será:
Câncer de mama prévio → contraindicação para DIU hormonal (Mirena) devido ao risco de recorrência ou progressão de doença hormônio-sensível.
Pacientes com histórico de câncer de mama, especialmente se hormônio-sensível, devem evitar métodos contraceptivos hormonais, incluindo o SIU de levonorgestrel (Mirena), devido ao potencial de estimulação do crescimento tumoral residual ou de recorrência. Métodos não hormonais são a escolha segura.
O planejamento familiar em pacientes com histórico de câncer de mama é um desafio clínico importante, exigindo uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios dos métodos contraceptivos. O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre mulheres, e muitas delas são diagnosticadas em idade reprodutiva, necessitando de aconselhamento contraceptivo após o tratamento. O Sistema Intrauterino (SIU) de levonorgestrel, conhecido como Mirena, libera um progestágeno que atua principalmente localmente no útero, mas também possui absorção sistêmica. Para pacientes com câncer de mama, especialmente aqueles com receptores hormonais positivos, a exposição a qualquer hormônio exógeno, mesmo em baixas doses, pode teoricamente estimular o crescimento de células tumorais residuais ou aumentar o risco de recorrência. Por essa razão, o Mirena é geralmente contraindicado nessas pacientes, conforme as diretrizes de segurança. A conduta correta envolve contraindicar o uso do Mirena e discutir opções contraceptivas não hormonais, como o DIU de cobre, métodos de barreira (preservativos, diafragma) ou métodos definitivos (laqueadura tubária), que são considerados seguros e eficazes para essa população. É fundamental que o médico forneça informações claras e baseadas em evidências para auxiliar a paciente na tomada de decisão informada sobre seu planejamento familiar.
O Mirena libera levonorgestrel, um progestágeno que, apesar de ação predominantemente local, tem absorção sistêmica. Em cânceres de mama hormônio-sensíveis, há um risco teórico de estimulação do crescimento tumoral ou recorrência, tornando-o contraindicado.
Métodos contraceptivos não hormonais são a escolha segura, como o DIU de cobre, métodos de barreira (preservativos, diafragma) ou métodos definitivos como a laqueadura tubária. A escolha deve ser individualizada e discutida com a paciente.
Geralmente, o uso de DIU hormonal é contraindicado em todos os casos de câncer de mama, especialmente se for hormônio-sensível. A decisão deve ser tomada em conjunto com a equipe oncológica, considerando os riscos e benefícios individuais.
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