UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Mulher com história de trombose venosa profunda, tratada há mais de 05 anos com Enoxaparina*, sem necessidade de trombectomia, não deseja gestar. Qual desses métodos contraceptivos é o mais indicado para a paciente?
História de TVP → contraindicação a contraceptivos hormonais combinados → progestágenos isolados são seguros.
Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) apresentam alto risco de eventos tromboembólicos com o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), devido ao componente estrogênico. Métodos que contêm apenas progestágenos, como o injetável trimestral, não aumentam esse risco e são a escolha mais segura.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) é um ponto crítico na prática ginecológica, exigindo conhecimento aprofundado sobre os riscos e benefícios de cada opção. A TVP prévia, mesmo que tratada e sem sequelas aparentes, confere um risco aumentado para novos eventos tromboembólicos, especialmente quando associada a fatores de risco adicionais. A compreensão das contraindicações dos contraceptivos hormonais combinados (CHC) é fundamental para a segurança da paciente. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestágeno, aumentam o risco de trombose devido ao efeito do estrogênio na cascata de coagulação, elevando os níveis de fatores de coagulação e diminuindo os de anticoagulantes naturais. Por essa razão, são formalmente contraindicados em pacientes com histórico de TVP ou outros eventos tromboembólicos. Em contraste, os métodos contraceptivos que contêm apenas progestágeno (pílulas de progestágeno isolado, injetáveis trimestrais, implantes e DIU hormonal) não demonstraram aumentar o risco de trombose e são considerados seguros para essas pacientes. A decisão deve ser individualizada, considerando o histórico completo da paciente, comorbidades e preferências. O injetável trimestral de progesterona é uma excelente opção, oferecendo alta eficácia e segurança para pacientes com risco trombótico. É crucial orientar a paciente sobre as opções disponíveis, seus mecanismos de ação e os riscos associados, garantindo uma escolha informada e segura.
Os métodos contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anel, adesivo, injetáveis mensais) são contraindicados devido ao componente estrogênico, que aumenta o risco de eventos tromboembólicos.
Os progestágenos isolados não afetam significativamente os fatores de coagulação e, portanto, não aumentam o risco de trombose, sendo a opção mais segura para essas pacientes.
As opções incluem pílulas de progestágeno isolado (minipílula), injetáveis trimestrais (medroxiprogesterona), implantes subdérmicos e sistemas intrauterinos liberadores de levonorgestrel (DIU hormonal).
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