Contracepção e Trombose: Escolha Segura para Mulheres

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020

Enunciado

“Mariana e Paulo voltam à consulta com Dr. Guilherme para discutirem sobre planejamento familiar. Mariana é a segunda união de Paulo, do primeiro casamento, ele já tem 2 filhos e não deseja mais. Várias opções são apresentadas ao casal, visto que Mariana tem 20 anos. Decidem por um método. Mariana aproveita a consulta para conversar sobre as varizes que tem em membros inferiores, e relata o histórico de trombose aos 16 anos. Iniciou anticoncepcional aos 13 anos, quando teve sua primeira relação sexual”. Levando em consideração o histórico de trombose e a idade de Mariana, qual o melhor método contraceptivo?

Alternativas

  1. A) Laqueadura tubária, por ser definitivo e ambos não desejarem ter mais filhos.
  2. B) Dispositivo intrauterino de cobre.
  3. C) Anticoncepcional oral combinado.
  4. D) Anel vaginal.

Pérola Clínica

Histórico de trombose → Contraindicação absoluta para anticoncepcionais hormonais combinados. DIU de cobre é seguro.

Resumo-Chave

Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) ou trombofilia têm contraindicação absoluta ao uso de métodos contraceptivos hormonais combinados (estrogênio + progesterona) devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. O DIU de cobre é uma excelente opção não hormonal, segura e eficaz para essas pacientes.

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo em pacientes com histórico de trombose é um desafio clínico importante, pois o uso de estrogênios exógenos aumenta significativamente o risco de novos eventos tromboembólicos. A trombose venosa profunda (TVP) prévia ou a presença de trombofilia são contraindicações absolutas para os métodos contraceptivos hormonais combinados, que incluem pílulas orais, anéis vaginais e adesivos transdérmicos. É crucial que o médico avalie cuidadosamente o histórico da paciente para evitar complicações graves. O DIU de cobre surge como uma excelente alternativa para essas pacientes. Por ser um método não hormonal, ele não afeta o sistema de coagulação e oferece alta eficácia contraceptiva por um longo período. Outras opções seguras incluem os métodos que contêm apenas progesterona (DIU hormonal, implante subdérmico, injeção trimestral) e os métodos de barreira, como o preservativo. A decisão deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, seus desejos reprodutivos e a presença de outras comorbidades. Aconselhamento sobre planejamento familiar deve abordar todas as opções disponíveis, explicando os riscos e benefícios de cada uma. Para residentes, é fundamental dominar as contraindicações dos contraceptivos hormonais e saber indicar alternativas seguras, especialmente em cenários de alto risco como o histórico de trombose. A educação da paciente sobre a importância da adesão e o reconhecimento de sinais de alerta também são partes integrantes da consulta.

Perguntas Frequentes

Quais métodos contraceptivos são contraindicados em pacientes com histórico de trombose?

Métodos contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anel vaginal, adesivo) são contraindicados devido ao componente estrogênico que aumenta o risco de eventos tromboembólicos.

Por que o DIU de cobre é uma boa opção para mulheres com histórico de trombose?

O DIU de cobre é um método contraceptivo não hormonal, o que significa que não interfere na coagulação sanguínea e, portanto, não aumenta o risco de trombose, sendo seguro para essas pacientes.

Quais são as opções contraceptivas seguras para pacientes com trombofilia?

Além do DIU de cobre, métodos como o DIU hormonal (apenas progesterona), implante subdérmico (apenas progesterona) e métodos de barreira (preservativo) são considerados seguros.

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