SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
MPS, 35 ANOS, G4 P4, hipertensa, diabética e com história de trombose venosa de membro inferior esquerdo há 5 anos, comparece à unidade básica de saúde para a sua primeira consulta ginecológica. Data da última menstruação ocorreu 18 dias antes da ocasião da consulta. Apresenta-se assintomática e refere ciclos regulares. Relata não fazer uso de nenhum método contraceptivo. Dentre as condutas abaixo, a mais adequada é:
História de TVP → contraindicação para estrogênio. Excluir gravidez antes de iniciar qualquer contraceptivo.
Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) têm contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. Além disso, é fundamental excluir gravidez antes de iniciar qualquer método contraceptivo, especialmente se a paciente não usa nenhum método e teve relação sexual recente.
A escolha do método contraceptivo é uma decisão complexa que deve levar em conta o perfil de saúde da paciente, suas comorbidades e histórico médico. Para mulheres com histórico de trombose venosa profunda (TVP), a segurança é a principal preocupação, pois o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), que contêm estrogênio, aumenta significativamente o risco de novos eventos tromboembólicos. O estrogênio afeta a cascata de coagulação, elevando os níveis de fatores pró-coagulantes e diminuindo os de anticoagulantes naturais, tornando os CHCs contraindicados nessas pacientes. Em uma primeira consulta ginecológica, a abordagem deve ser abrangente, incluindo anamnese detalhada, exame físico e coleta de colpocitologia oncótica conforme as diretrizes de rastreamento. No entanto, a prioridade para uma paciente em idade fértil que não usa contraceptivos é a exclusão de gravidez, especialmente se a última menstruação foi há 18 dias e ela relata ciclos regulares. A solicitação de βHCG é, portanto, uma conduta essencial. Após a exclusão da gravidez, a discussão sobre métodos contraceptivos deve focar em opções seguras, como os métodos de progesterona isolada (pílulas, implantes, injetáveis) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos). A orientação sobre o uso de preservativos é sempre uma medida adequada, tanto para prevenção de gravidez quanto de infecções sexualmente transmissíveis, e pode servir como método temporário enquanto a paciente decide sobre uma opção de longo prazo. Exames como mamografia e ultrassonografia de mamas têm indicações específicas por idade ou fatores de risco, não sendo rotina para uma mulher de 35 anos assintomática sem histórico familiar relevante.
Contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anéis vaginais, adesivos) que contêm estrogênio são contraindicados devido ao aumento do risco de eventos tromboembólicos. O estrogênio aumenta a síntese de fatores de coagulação e diminui a de anticoagulantes naturais.
Métodos que contêm apenas progesterona (pílulas de progesterona isolada, implantes, injeções) e métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, métodos de barreira) são geralmente considerados seguros para pacientes com histórico de trombose.
É crucial solicitar βHCG para excluir gravidez antes de iniciar qualquer método contraceptivo, especialmente se a paciente não usa nenhum método e teve relação sexual recente. Iniciar um método contraceptivo durante a gravidez pode ter implicações para o feto ou para a própria gestação.
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