CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Paciente de 36 anos, vida sexual ativa há 5 anos, usando preservativo, vem para consulta para contracepção, refere ser tabagista e ter varizes profundas em ambas as pernas até região de coxa. A conduta para esse caso é prescrever
Tabagismo + varizes profundas = contraindicação para estrogênio. Opte por métodos progestagênio isolado.
Pacientes com fatores de risco para trombose, como tabagismo e varizes profundas, têm contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio). Nesses casos, métodos que contêm apenas progestagênio, como o DIU hormonal (endoceptivo com levonorgestrel), são opções seguras e eficazes.
A escolha do método contraceptivo é uma decisão clínica complexa que exige a avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios individuais da paciente. Fatores como idade, histórico médico, hábitos de vida e comorbidades devem ser considerados. O tabagismo, especialmente em mulheres acima de 35 anos, e a presença de varizes profundas são contraindicações absolutas para o uso de contraceptivos hormonais combinados devido ao aumento significativo do risco de eventos tromboembólicos. É crucial que o médico identifique esses fatores de risco para garantir a segurança da paciente. A fisiopatologia envolve o efeito do estrogênio na cascata de coagulação, aumentando a produção de fatores de coagulação e diminuindo a atividade fibrinolítica, o que favorece a formação de trombos. Em pacientes com varizes profundas, a estase venosa já é um fator de risco adicional. Portanto, a identificação precoce desses fatores é fundamental para a prevenção de complicações graves. O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese detalhada e exame físico. O tratamento e a conduta nesses casos devem priorizar métodos contraceptivos que não contenham estrogênio. As opções incluem o DIU hormonal (endoceptivo com levonorgestrel), implantes subdérmicos de progestagênio, pílulas de progestagênio isolado (minipílulas) ou métodos não hormonais como o DIU de cobre. A orientação adequada e a escolha conjunta com a paciente são essenciais para garantir a adesão e a eficácia contraceptiva, minimizando os riscos à saúde.
Em tabagistas, os contraceptivos hormonais combinados aumentam o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente em mulheres com mais de 35 anos.
Varizes profundas indicam uma predisposição a problemas vasculares e estase venosa. O estrogênio presente nos contraceptivos combinados aumenta a coagulabilidade sanguínea, elevando o risco de trombose em vasos já comprometidos.
As opções seguras incluem métodos que contêm apenas progestagênio (como DIU hormonal de levonorgestrel, implante subdérmico, pílula de progestagênio isolado) ou métodos não hormonais (como DIU de cobre, diafragma, preservativos e métodos de barreira).
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