Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Aline, paciente de 27 anos, procura o médico de sua Unidade Básica de Saúde para saber mais sobre métodos contraceptivos. Nega comorbidades, exceto por enxaqueca com aura. Refere antecedente familiar de aneurisma cerebral. Quais métodos a seguir podem ser opções válidas?
Enxaqueca com aura → contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados (CHC) devido ao risco de AVC.
Pacientes com enxaqueca com aura apresentam um risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico. Contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) elevam ainda mais esse risco, sendo, portanto, contraindicados. Métodos que contêm apenas progestagênio ou métodos não hormonais são opções seguras.
A escolha do método contraceptivo deve sempre considerar o perfil de saúde da paciente, e a presença de comorbidades como a enxaqueca com aura é um fator crucial. A enxaqueca com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), conforme os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ignorar essa contraindicação pode expor a paciente a um risco significativamente elevado de acidente vascular cerebral isquêmico. A fisiopatologia envolve o aumento da trombogenicidade associado ao estrogênio, que, em conjunto com a disfunção vascular e neuronal presente na enxaqueca com aura, potencializa o risco de eventos trombóticos cerebrais. O diagnóstico da enxaqueca com aura é clínico, baseado na história de sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a dor de cabeça. Ao suspeitar dessa condição, é imperativo revisar as opções contraceptivas. O tratamento da dor e a escolha do método contraceptivo devem ser individualizados. Para pacientes com enxaqueca com aura, as opções seguras incluem métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, métodos de barreira) e métodos hormonais que contêm apenas progestagênio (implante subdérmico, DIU hormonal, pílulas de progestagênio isolado, injeção trimestral). O prognóstico é bom quando a contraindicação é respeitada, minimizando riscos. É fundamental que residentes e estudantes dominem esses critérios para garantir a segurança das pacientes.
Mulheres com enxaqueca com aura têm contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados (CHC), que incluem pílulas combinadas, anel vaginal e adesivo transdérmico, devido ao risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico.
A enxaqueca com aura, por si só, já é um fator de risco para AVC isquêmico. O componente estrogênico dos contraceptivos combinados aumenta ainda mais a trombogenicidade, elevando exponencialmente o risco de AVC nessas pacientes.
As opções seguras incluem métodos não hormonais como o DIU de cobre, e métodos hormonais que contêm apenas progestagênio, como o SIU liberador de levonogestrel, implante subdérmico, pílulas de progestagênio isolado e injeção trimestral de progestagênio.
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