UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 35a, vem encaminhada do ambulatório de gastrocirurgia com queixa de irregularidade menstrual: refere ciclos de 3 a 4 dias de duração, com intervalo de 15 a 40 dias entre os ciclos. Antecedente pessoal: duas gestações prévias, com dois partos vaginais e cirurgia bariátrica disabsortiva há 10 meses, com perda de 30 Kg. Ultrassonografia transvaginal: sem alterações. A CONDUTA É:
Pós-bariátrica disabsortiva + irregularidade menstrual → Contraceptivo injetável combinado é preferível.
Em pacientes pós-cirurgia bariátrica disabsortiva, a absorção de contraceptivos orais pode ser comprometida, tornando-os menos eficazes. Além disso, a rápida perda de peso pode desregular o ciclo menstrual. Nesses casos, contraceptivos não orais, como o injetável combinado, são a escolha mais segura e eficaz para garantir a contracepção e auxiliar na regularização do ciclo.
A cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz para a perda de peso em pacientes com obesidade mórbida, mas acarreta diversas considerações clínicas, incluindo a escolha do método contraceptivo. A paciente do caso, com cirurgia disabsortiva (provavelmente bypass gástrico) e perda de peso significativa, apresenta irregularidade menstrual, o que é comum nesse cenário devido às alterações hormonais e metabólicas. A principal preocupação na contracepção pós-bariátrica disabsortiva é a absorção dos medicamentos. Contraceptivos orais combinados (COCs) e pílulas de progestagênio isolado (POPs) podem ter sua absorção comprometida, levando a falhas contraceptivas. Portanto, métodos que não dependem da via oral são preferíveis. Entre as opções não orais, os contraceptivos injetáveis (como o combinado de estradiol e noretisterona ou o de progestagênio isolado), implantes subdérmicos e dispositivos intrauterinos (DIU hormonal ou de cobre) são considerados seguros e eficazes. O contraceptivo injetável combinado, como o da alternativa A, oferece a vantagem de não depender da absorção gastrointestinal e pode ajudar a regularizar o ciclo menstrual, sendo uma excelente escolha para a paciente em questão.
Após cirurgias bariátricas disabsortivas, como o bypass gástrico, a absorção de medicamentos orais pode ser significativamente alterada devido à redução da superfície de absorção e ao trânsito intestinal acelerado, comprometendo a eficácia dos contraceptivos orais.
As opções preferenciais são os métodos contraceptivos não orais, como os injetáveis (combinados ou de progestagênio isolado), implantes subdérmicos, DIUs hormonais ou de cobre, que não dependem da absorção gastrointestinal.
Sim, a rápida e significativa perda de peso após a cirurgia bariátrica pode levar a alterações hormonais que resultam em irregularidades menstruais, como ciclos anovulatórios ou sangramentos irregulares.
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