ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente de 29 anos, nuligesta, ciclos menstruais com intervalos de 20 a 65 dias, duração de 4 a 10 dias, intensidade moderada. Apresenta índice de massa corporal de 41,5 kg/m² e se submeterá à cirurgia bariátrica em alguns meses. Necessita de orientação para contracepção. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
Paciente obesa mórbida com anovulação crônica (SOP) e pré-bariátrica → DIU hormonal (endoceptivo) = Contracepção efetiva + proteção endometrial.
Pacientes com obesidade mórbida, ciclos irregulares (sugestivo de anovulação crônica/SOP) e que aguardam cirurgia bariátrica se beneficiam de métodos contraceptivos altamente eficazes e seguros. O endoceptivo hormonal (DIU de levonorgestrel) é uma excelente opção, pois oferece contracepção de longo prazo e proteção endometrial contra hiperplasia, comum em condições anovulatórias.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com obesidade mórbida e características de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), como ciclos irregulares e anovulação crônica, exige considerações especiais. A obesidade aumenta o risco de tromboembolismo venoso, o que pode contraindicar contraceptivos combinados orais em algumas situações. Além disso, a anovulação crônica associada à SOP pode levar à exposição prolongada do endométrio a estrogênios sem a oposição da progesterona, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e, a longo prazo, de câncer de endométrio. Nesse cenário, o endoceptivo hormonal (DIU de levonorgestrel) emerge como uma excelente opção. Ele oferece alta eficácia contraceptiva, é um método de longa duração e tem um perfil de segurança favorável em pacientes obesas, pois a liberação hormonal é predominantemente local, minimizando os efeitos sistêmicos. Adicionalmente, o levonorgestrel atua na proteção endometrial, prevenindo a hiperplasia e controlando o sangramento irregular, o que é particularmente benéfico para pacientes com SOP. A necessidade de contracepção eficaz é ainda mais crítica no período pré e pós-cirurgia bariátrica, onde a gravidez deve ser evitada por um período para otimizar os resultados cirúrgicos e a saúde materno-fetal.
Para pacientes com obesidade mórbida, métodos de longa duração e alta eficácia, como o DIU hormonal (endoceptivo) ou implante subdérmico, são frequentemente preferidos devido à sua segurança e menor dependência da adesão diária.
O endoceptivo hormonal libera levonorgestrel diretamente no útero, causando atrofia endometrial e reduzindo o risco de hiperplasia endometrial, comum em condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) com anovulação crônica.
Sim, geralmente é recomendado evitar a gravidez por 12 a 18 meses após a cirurgia bariátrica para permitir a estabilização do peso e a absorção adequada de nutrientes, minimizando riscos para a mãe e o feto.
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