HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Valentina, 38 anos de idade, em consulta, desejosa de iniciar método contraceptivo, atualmente não faz uso de nenhum método. Traz resultado de citologia oncótica, coletada em última consulta, com diagnóstico de neoplasia. Qual método está contraindicado para Valentina neste momento?
Neoplasia cervical → DIU contraindicado devido ao risco de disseminação ou infecção.
A presença de neoplasia cervical é uma contraindicação absoluta para a inserção de DIU (tanto de cobre quanto hormonal), devido ao risco de disseminação de células neoplásicas para o trato genital superior ou de exacerbação de infecções associadas, que podem complicar o tratamento da neoplasia.
A escolha do método contraceptivo em mulheres com condições médicas preexistentes requer uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. A neoplasia cervical, diagnosticada por citologia oncótica, representa uma condição que restringe algumas opções contraceptivas devido a potenciais complicações. A presença de uma neoplasia cervical, seja ela uma lesão intraepitelial de alto grau (NIC 2/3) ou um câncer invasivo, é uma contraindicação formal para a inserção de dispositivos intrauterinos (DIU), tanto o de cobre quanto o hormonal. A preocupação principal é o risco de disseminação de células neoplásicas para o trato genital superior durante a inserção, ou a introdução de infecções que poderiam mascarar ou complicar o quadro oncológico. Nesses casos, métodos contraceptivos hormonais como anticoncepcionais orais combinados, implantes subdérmicos, injetáveis trimestrais ou anéis vaginais são geralmente opções mais seguras, desde que não haja outras contraindicações específicas para esses métodos (ex: trombofilia para combinados). A decisão deve ser individualizada e discutida com a paciente, considerando o tratamento da neoplasia e o desejo de contracepção.
As contraindicações incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecção pélvica ativa, sangramento vaginal inexplicado, anomalias uterinas congênitas ou adquiridas e neoplasia cervical ou endometrial.
A inserção do DIU pode teoricamente disseminar células neoplásicas para o trato genital superior ou introduzir infecções, complicando o diagnóstico, estadiamento e tratamento da lesão cervical.
Métodos hormonais como pílulas combinadas, progestagênios isolados (implante, injetável trimestral) e anel vaginal geralmente são seguros, dependendo do tipo e estadiamento da neoplasia, após avaliação médica individualizada.
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