FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Mulher, 37 anos de idade, iniciou novo relacionamento e vem para consulta desejando iniciar método contraceptivo. Tabagista de 1 maço de cigarro por dia, sem comorbidades prévias. Pressão arterial: 120 x 70 mmHg, IMC: 27 kg/m², exame ginecológico sem alterações. Ultrassonografia transvaginal com útero bicorno. Qual é o método indicado?
Tabagismo > 35 anos ou comorbidades → contraindicação para contraceptivos hormonais combinados.
O tabagismo, especialmente em mulheres acima de 35 anos, aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares (infarto, AVC) com o uso de contraceptivos hormonais combinados. Nesses casos, métodos que não contêm estrogênio ou métodos de barreira são as opções mais seguras e indicadas.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o histórico de saúde da paciente, comorbidades e estilo de vida. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, e sua associação com contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) eleva exponencialmente o risco de eventos tromboembólicos, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o uso de contraceptivos hormonais combinados em mulheres tabagistas com idade superior a 35 anos como Categoria 4 (contraindicação absoluta) nos Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos (CEM). O diagnóstico da melhor opção contraceptiva para uma mulher tabagista exige uma anamnese detalhada e a exclusão de métodos que contenham estrogênio. Os métodos que devem ser evitados incluem pílulas anticoncepcionais combinadas, anel vaginal e adesivo transdérmico. A presença de útero bicorno, embora não contraindique métodos hormonais sistêmicos ou de barreira, pode ser uma consideração para a escolha de DIUs, devido a possíveis dificuldades de inserção ou maior risco de expulsão. O tratamento e a conduta para essas pacientes devem priorizar a segurança. Métodos de barreira (preservativos masculinos e femininos) são sempre uma opção segura e eficaz. Outras alternativas incluem métodos hormonais que contêm apenas progestagênio, como a minipílula, o injetável trimestral (depo-provera) ou o implante subdérmico. O DIU de cobre também é uma excelente escolha, pois não possui hormônios. É fundamental orientar a paciente sobre os riscos associados ao tabagismo e incentivar a cessação do fumo para sua saúde geral.
O tabagismo, especialmente em mulheres com mais de 35 anos, aumenta o risco de eventos tromboembólicos (trombose venosa profunda, embolia pulmonar), infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Os estrogênios presentes nos contraceptivos combinados também elevam esse risco, tornando a combinação perigosa.
Para mulheres tabagistas, os métodos mais seguros incluem os métodos de barreira (preservativos), métodos hormonais apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) e o DIU de cobre. Esses métodos não aumentam o risco cardiovascular associado ao tabagismo.
O útero bicorno pode dificultar a inserção e aumentar o risco de expulsão de dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal), mas não contraindica outros métodos como pílulas, injetáveis, implantes ou métodos de barreira. A avaliação individual é crucial para a escolha mais adequada.
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