Contracepção Segura para Mulheres Hipertensas: Guia OMS

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 30 anos de idade, hipertensa, em uso regular de losartana, deseja método contraceptivo. É nuligesta e sua pressão arterial é de 110 x 80 mmHg. Pela OMS, é considerada categoria 1, que pode ser usado:

Alternativas

  1. A) DIU com levonorgestrel
  2. B) Anel vaginal combinado
  3. C) Pílula combinada
  4. D) Injetável mensal

Pérola Clínica

Hipertensão controlada (PA < 160/100 mmHg) sem comorbidades → DIU hormonal/cobre são categoria 1/2 OMS. Combinados são categoria 3/4.

Resumo-Chave

Para mulheres hipertensas com pressão arterial controlada (PA < 160/100 mmHg) e sem outras comorbidades, os métodos contraceptivos hormonais combinados (pílula, anel, injetável mensal) são geralmente contraindicados (categoria 3 ou 4 da OMS) devido ao risco cardiovascular. Métodos como o DIU de levonorgestrel ou o DIU de cobre são considerados seguros (categoria 1 ou 2).

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo para mulheres com comorbidades, como a hipertensão arterial, exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, guiada pelos Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses critérios classificam os métodos em categorias de 1 a 4, onde 1 significa "sem restrição" e 4 significa "contraindicação absoluta". Para mulheres com hipertensão arterial, a principal preocupação é o risco cardiovascular. Os contraceptivos hormonais combinados (CHC), que contêm estrogênio e progestagênio (como pílulas combinadas, anel vaginal e injetáveis mensais), podem elevar a pressão arterial e aumentar o risco de eventos trombóticos e cardiovasculares. Por isso, para mulheres com hipertensão controlada (PA < 160/100 mmHg), os CHC são geralmente categoria 3 (riscos superam benefícios), e para hipertensão não controlada ou com complicações, são categoria 4 (contraindicados). Em contraste, os métodos que contêm apenas progestagênio (como o DIU de levonorgestrel, implantes subdérmicos e injetáveis trimestrais) e os métodos não hormonais (como o DIU de cobre) são considerados seguros para mulheres hipertensas, sendo classificados como categoria 1 ou 2 pela OMS. O DIU de levonorgestrel, além de ser altamente eficaz, oferece benefícios adicionais como a redução do sangramento menstrual. A nuliparidade não é mais uma contraindicação para o uso de DIU, tornando-o uma excelente opção para mulheres jovens que desejam contracepção de longa duração.

Perguntas Frequentes

Por que os contraceptivos hormonais combinados são contraindicados para mulheres hipertensas?

Os contraceptivos hormonais combinados contêm estrogênio, que pode aumentar a pressão arterial e o risco de eventos cardiovasculares, como trombose, infarto e AVC, em mulheres hipertensas.

Quais métodos contraceptivos são considerados categoria 1 ou 2 pela OMS para mulheres hipertensas?

O DIU de levonorgestrel, o DIU de cobre, os implantes subdérmicos de progestagênio e os injetáveis trimestrais de progestagênio são geralmente considerados seguros (categoria 1 ou 2) para mulheres com hipertensão controlada.

Uma mulher nuligesta pode usar DIU?

Sim, mulheres nuligestas podem usar DIU (tanto de cobre quanto de levonorgestrel). Embora historicamente houvesse restrições, as diretrizes atuais da OMS e sociedades médicas confirmam a segurança e eficácia do DIU para nuligestas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo