SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Jovem de 18 anos de idade, nuligesta, com desejo de contracepção. É portadora de lúpus eritematoso sistêmico, com anticorpo antifosfolipídeo positivo. Apresenta ciclos menstruais regulares, nega tabagismo ou passado de tromboembolismo. Qual seria o método contraceptivo mais indicado?
LES + SAF = alto risco trombótico. DIU de cobre (não hormonal) é o método contraceptivo mais seguro.
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e anticorpo antifosfolipídeo positivo apresentam um risco significativamente elevado de eventos trombóticos. Contraceptivos hormonais combinados (com estrogênio) são contraindicados devido ao aumento desse risco. O DIU de cobre, por ser um método não hormonal, é a opção mais segura para essa população, minimizando o risco trombótico adicional.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com doenças autoimunes, como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), e especialmente na presença de Síndrome Antifosfolipídeo (SAF), é um desafio clínico que exige conhecimento aprofundado dos riscos e benefícios de cada opção. A SAF, caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos, confere um risco trombótico significativamente elevado, tanto arterial quanto venoso. Este risco é o principal fator a ser considerado no planejamento familiar dessas pacientes. Contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, são formalmente contraindicados em pacientes com LES e SAF devido ao aumento exponencial do risco de eventos tromboembólicos. O estrogênio tem um efeito protrombótico que pode levar a complicações graves. Métodos que contêm apenas progestogênio, como o implante subcutâneo de etonogestrel ou o DIU hormonal com levonorgestrel, são geralmente considerados mais seguros do que os combinados, pois o progestogênio não tem o mesmo impacto no risco trombótico. No entanto, a opção mais segura e preferencial para pacientes com alto risco trombótico, como as com LES e SAF, é o DIU de cobre, um método contraceptivo não hormonal que não interfere nos fatores de coagulação. Para residentes, é essencial compreender as diretrizes de contracepção para pacientes com condições médicas complexas. A avaliação individualizada do risco-benefício, considerando a atividade da doença, a presença de comorbidades e o perfil de coagulação, é crucial. Aconselhar a paciente sobre as opções seguras e explicar os riscos associados aos métodos contraindicados é parte integrante de um cuidado de qualidade, garantindo que a paciente possa exercer sua autonomia reprodutiva com segurança.
Contraceptivos hormonais combinados contêm estrogênio, que aumenta o risco de eventos trombóticos. Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e, especialmente, com anticorpo antifosfolipídeo positivo (Síndrome Antifosfolipídeo - SAF), já possuem um risco trombótico basal elevado, e o estrogênio exacerbaria esse risco, podendo levar a complicações graves.
As opções mais seguras são os métodos não hormonais, como o DIU de cobre, que não interfere nos fatores de coagulação. Métodos que contêm apenas progestogênio (como o implante subcutâneo ou o DIU hormonal com levonorgestrel) são geralmente considerados mais seguros que os combinados, mas o DIU de cobre é preferível por ser totalmente isento de hormônios.
A Síndrome Antifosfolipídeo (SAF) é uma doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos, que aumentam o risco de trombose arterial e venosa, além de complicações obstétricas. Sua relevância na contracepção é que ela eleva o risco trombótico de forma significativa, tornando a escolha de métodos contraceptivos que não aumentem esse risco (especialmente os não hormonais) crucial para a segurança da paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo